O governo federal anunciou nesta sexta-feira a seleção de propostas para a construção de 85 mil novas habitações, que integrarão o programa Minha Casa Minha Vida, nas modalidades Rural e Entidades. Desse total, 50 mil moradias serão destinadas ao campo, enquanto 35 mil atenderão comunidades urbanas, representando um aumento de 66% em relação às previsões iniciais. Os recursos para financiamento serão provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social, com investimento total de R$ 10 bilhões.
A modalidade Entidades destina-se a famílias com renda bruta mensal de até R$ 3,2 mil, que acessam as moradias por meio de associações, cooperativas ou sindicatos apresentados à Caixa Econômica Federal. Segundo lideranças do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos, essa modalidade simplifica processos burocráticos e facilita o diálogo direto com pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo moradias de qualidade.
Já na área rural, o programa destina-se a agricultores com renda familiar anual de até R$ 50 mil. Além de construir novas residências, há recursos para reformas em imóveis rurais, contemplando comunidades tradicionais como indígenas e quilombolas. Líderes do setor destacam a importância do programa na melhoria das condições de vida dessas populações, que muitas vezes enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura e ao acesso a políticas públicas.
A oficialização do financiamento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante o evento, o chefe do Executivo ressaltou a relevância da participação de entidades de movimentos rurais e de moradia, reconhecendo-os como os principais protagonistas na implementação dessas ações. Lula reforçou o compromisso de atender às demandas sociais e incentivou esses grupos a ampliarem a atuação na execução do programa.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



