setembro 1, 2026
setembro 1, 2026
01/09/2026

Governo do Rio bloqueia distribuidoras do Grupo Fit em ação contra sonegação e dívidas

O Governo do Estado do Rio de Janeiro implementou novas medidas contra o empresário Ricardo Magro e empresas do Grupo Fit, que incluem o bloqueio das distribuidoras ligadas ao grupo. A ação impede que as companhias emitam notas fiscais relativas à compra e venda de produtos, dificultando operações comerciais que dependam de documentação fiscal.

Essa determinação alcança distribuidoras como Rodopetro, 76Oil, Flagler, Direcional, Manguinhos Distribuidora e Carinthia, além de suas filiais. A medida representa uma intensificação na repressão às atividades do grupo no setor de combustíveis, sobretudo devido ao peso de algumas dessas empresas no mercado de etanol do estado.

Dados recentes indicam que, entre novembro de 2025 e abril de 2026, a Flagler respondeu por cerca de 21,7% das vendas de etanol em território fluminense, enquanto a 76Oil contributionou com 0,15%. Juntas, essas distribuidoras elevavam a participação do Grupo Fit a aproximadamente 22% no mercado de etanol do Rio de Janeiro. Com a imposição do bloqueio, essas operações ficam significativamente comprometidas.

A ofensiva faz parte de uma estratégia estadual de combate à sonegação fiscal e aumento da arrecadação, principalmente em um contexto onde Ricardo Magro é considerado um dos principais devedores de ICMS do país. O próprio presidente Lula chegou a classificar o empresário como o maior devedor de recursos públicos do nação.

A Rodopetro, uma das empresas afetadas, já havia sido objeto da primeira fase da Operação Carbono Oculto, lançada em agosto de 2025, na qual se acusou a distribuidora de fornecer combustíveis ao crime organizado, em substituição a outras empresas do setor sob investigação. Na sequência dessas ações, Magro recorreu à Justiça para solicitar a recuperação judicial da distribuidora, pedido recebido em setembro de 2025.

Segundo o governo estadual, o conjunto das empresas do Grupo Fit acumula dívidas próximas a R$ 21,4 bilhões com o fisco do Rio de Janeiro. Em paralelo, há cerca de duas semanas, o governo anunciou a intenção de desapropriar o terreno onde funciona a Refit, principal operação do grupo no Estado. Recentemente, foi também cassada a inscrição estadual da refinaria, fortalecendo o bloqueio administrativo ao grupo.

As ações evidenciam uma fase mais rigorosa na disputa entre o Governo do Rio e o Grupo Fit, marcada por medidas fiscais e regulatórias voltadas a empresas relacionadas a Ricardo Magro.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad