abril 17, 2026
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17/04/2026

Governo do Rio exonerou 152 servidores em esforço para combater servidores “fantasmas”

O governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quinta-feira (16) um total de 152 funcionários da Secretaria de Governo, em uma ação que levanta suspeitas sobre a possível existência de servidores considerados “fantasmas” na administração estadual. As exonerações foram oficializadas por meio de uma edição extraordinária do Diário Oficial, parte de uma série de mudanças lideradas pelo governador em exercício, Ricardo Couto.

Segundo apurações, alguns desses profissionais não mantinham vínculo efetivo com o órgão, evidenciado por ausência de acesso ao sistema interno do governo, falta de envolvimento em processos administrativos e vínculos sem uma função claramente definida dentro da secretaria. A maior parte dos nomes envolvidos não possuía cadastro por meio de concurso público, reforçando o foco na reestruturação de cargos e funções.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo de transparência promovido pela nova gestão. Além das exonerações, o pacote de mudanças inclui a revisão de cargos na Secretaria de Governo, alterações na Casa Civil e o afastamento de pessoas ligadas à gestão anterior. A estratégia visa fortalecer o controle sobre o funcionamento da administração pública, considerada uma espécie de “choque de transparência” pelo governo.

Paralelamente às ações de exoneração, o Estado iniciou uma auditoria detalhada em suas contas públicas, que abrange mais de 6,7 mil contratos ativos, totalizando um valor superior a R$ 81 bilhões. O objetivo é identificar irregularidades e promover uma reorganização da estrutura administrativa.

As medidas também atingem integrantes do núcleo político ligado ao ex-governador Cláudio Castro, incluindo nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Abel, considerados aliados estratégicos da gestão anterior. Desde que assumiu o comando há cerca de 20 dias, Ricardo Couto tem promovido rápidas mudanças em áreas estratégicas, focando na reorganização da máquina pública, revisão estrutural e maior controle de gastos.

A exoneração em massa ocorre em um momento de instabilidade política no estado e pode refletir em melhorias na gestão administrativa, aumento na credibilidade do governo e influências no cenário pré-eleitoral. Atualmente, sabe-se que 152 servidores foram desligados, alguns sob suspeita de serem “fantasmas”, e uma auditoria de grande porte está em andamento para revisar recursos públicos. Essas ações marcam uma tentativa de reformulação na administração estadual, com possíveis novos desdobramentos no futuro próximo.


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