abril 17, 2026
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17/04/2026

Governo do Rio inicia corte de cargos comissionados e revisa contratos para redução de gastos

Em menos de três semanas à frente do Governo do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto iniciou uma série de ações voltadas à redução da estrutura administrativa estadual. Dentre as primeiras medidas, destacam-se a exoneração de 459 funcionários de cargos de confiança nas pastas da Casa Civil e Secretaria de Governo, publicadas na última semana no Diário Oficial.

O governo estima que essas ações fazem parte de uma estratégia maior de reestruturação, visando cortar aproximadamente 40% dos cerca de 4 mil servidores nesses setores. A expectativa é de uma economia mensal de R$ 10 milhões, além de uma tentativa de excluir funcionários que, segundo a administração, poderiam estar sem atividade efetiva, conhecidos como servidores fantasmas.

A iniciativa também contempla a reorganização de órgãos e cargos políticos. Entre as mudanças previstas está a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil, sob comando do procurador do estado Sérgio Pimentel. Além disso, a pasta terá como secretário Flávio Willeman, outro procurador, evidenciando a tentativa de fortalecer a gestão com perfil técnico.

Outros atos administrativos envolveram a extinção de três subsecretarias na Casa Civil — de Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias e Empreendedorismo — bem como as estruturas vinculadas a esses setores, simbolizando um movimento de enxugamento considerado estratégico por parte do governo.

Desde que assumiu interinamente, em 23 de março, Ricardo Couto tem buscado consolidar seu time em áreas essenciais, com ao menos nove nomeações feitas até o momento. Entre os nomes destacados estão dirigentes para a Casa Civil, Secretaria de Governo, Controladoria-Geral, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae. Essas escolhas refletem a tentativa de equilibrar cortes na estrutura com a formação de uma equipe de confiança.

Paralelamente, o governo instaurou uma auditoria ampla sobre as despesas públicas, com a revisão de mais de 6,7 mil contratos ativos, envolvendo aproximadamente R$ 81 bilhões. O procedimento busca monitorar as contratações, responsabilizar gestores e identificar possibilidades de contenção de gastos.

As ações empreendidas por Ricardo Couto indicam uma intenção de implementar mudanças de longo alcance na gestão pública do estado, num momento de instabilidade política e necessidade de maior controle financeiro.


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