O governo do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira que manterá a tarifa do metrô em R$ 7,90, mesmo diante do reajuste previsto em contrato. A medida, formalizada por um decreto estadual, visa evitar repasses imediatos de aumento aos passageiros por meio de subsídios públicos destinados a cobrir parte do custo do sistema.
A decisão foi tomada após a análise de um estudo de mobilidade urbana elaborado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O levantamento revelou desequilíbrios históricos na estrutura de transporte da Região Metropolitana, destacando um excesso de subsídios ao transporte rodoviário em comparação ao sistema metroviário. Segundo o documento, esse descompasso pode comprometer o funcionamento regular dos serviços públicos e desencorajar o uso de modais de maior capacidade, como o metrô.
Para sustentar a política tarifária, o governo assumirá parte do custo do sistema por meio de um mecanismo de subsídio, que terá limites definidos por uma estratégia de “Limitação por Banda de Demanda”. Essa regra estabelece que os repasses financeiros serão calculados com base no volume de passageiros e terão limites definidos previamente, com controle técnico por parte da Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade Urbana. Essa iniciativa busca garantir a estabilidade financeira do contrato de concessão sem elevar o valor pago pelos usuários.
O decreto reforça ainda que as gratuidades e benefícios previstos na legislação permanecem inalterados, assegurando vantagens para estudantes, idosos e beneficiários de políticas sociais estaduais. Nos próximos dias, a concessionária MetrôRio deverá comunicar oficialmente as informações a respeito da decisão nos canais de atendimento e nas estações do sistema.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.



