O Governo do Estado do Rio de Janeiro decidiu não patrocinar o espetáculo de Shakira, que ocorrerá na Praia de Copacabana neste sábado, 2 de setembro. Essa decisão altera a composição do financiamento do evento, transferindo uma parte maior do peso financeiro para a administração municipal.
A apresentação está dentro do calendário de eventos de grande porte na cidade, estimando atrair aproximadamente 2 milhões de pessoas à orla da famosa praia. A Prefeitura do Rio calcula que o impacto econômico gerado deve alcançar cerca de R$ 800 milhões, considerando os gastos do público previsto.
Segundo informações oficiais, o Estado comunicou oficialmente que não irá mais contribuir com recursos para o show. A decisão foi tomada após reunião entre o secretário-chefe da Casa Civil e a produtora responsável pela produção do evento. Anteriormente, shows de artistas como Madonna e Lady Gaga tiveram custos compartilhados entre o governo estadual e a prefeitura. Em 2025, por exemplo, o Estado destinou R$ 15 milhões ao espetáculo de Lady Gaga, valor que não será mais repassado para o evento de Shakira.
Com a retirada do patrocínio estadual, a prefeitura deverá aumentar seu investimento na realização do evento. A previsão inicial de financiamento, de R$ 15 milhões, foi atualizada para R$ 20 milhões, representando um acréscimo de R$ 5 milhões. Assim, a administração municipal passa a ser a principal responsável pelos custos.
A cidade considera o espetáculo parte de uma estratégia para fortalecer o turismo e a economia local. Estudos indicam que, com o movimento esperado, a arrecadação indireta pode alcançar R$ 776,2 milhões. A projeção de público inclui 278 mil turistas nacionais — que representam 13,9% —, 32 mil viajantes internacionais (1,6%) e aproximadamente 1,7 milhão de moradores da região metropolitana, ou seja, 84,6%. Os gastos médios estimados variam de R$ 547,30 a R$ 626,40 por dia, dependendo do perfil do visitante.
Apesar do corte de recursos, o governo estadual manterá a infraestrutura de segurança e apoio ao evento. Está prevista a operação de policiamento, equipes de bombeiros, monitoramento, além de tecnologia de reconhecimento facial, similar ao utilizado em grandes eventos, como o réveillon em Copacabana. A estrutura tem como finalidade garantir segurança e fluidez na circulação de pessoas durante a apresentação.
O espetáculo de Shakira faz parte de uma sequência de grandes eventos internacionais na cidade, que incluem, por exemplo, shows de Madonna e Lady Gaga. A iniciativa, intitulada “Todo Mundo no Rio”, está consolidada no calendário de eventos até pelo menos 2028, contribuindo para a projeção internacional do município. Estima-se que o impacto global da cobertura e circulação de visitantes na ocasião possa chegar a cerca de US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão).
A decisão do governo estadual ocorre em um contexto de ajustes nas contas públicas do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, o governo vem implementando medidas de contenção de gastos, incluindo exonerações em massa, sob o argumento de racionalização de recursos públicos.
Embora não haja participação financeira do Estado, a realização do show de Shakira deve manter elevado o fluxo de pessoas na região, proporcionando efeitos positivos para o comércio, setor de serviços e para o movimento turístico local.
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