março 9, 2026
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09/03/2026

Governo do Rio realiza exonerações de aliados de Bacellar em meio a investigações e disputa política

Nas últimas semanas, o governo estadual intensificou o ritmo de exonerações de cargos políticos e administrativos, sobretudo daqueles ligados ao ex-aliado Rodrigo Bacellar, que atualmente enfrenta investigações relacionadas a ligações com o crime organizado. Essa estratégia faz parte de um esforço do governador Claudio Castro para consolidar a sua gestão e fortalecer o projeto de candidatura ao Senado, evitando possíveis impactos negativos durante o processo eleitoral.

A movimentação no Palácio Guanabara foi impulsionada principalmente pelo relatório final da Polícia Federal, que apontou indícios de envolvimento de Bacellar com o Comando Vermelho, além da necessidade de o governador renunciar a cargos de nomeação para concorrer. Essa renúncia deve ocorrer em breve, considerando o julgamento que será realizado pelo Supremo Tribunal Federal no caso de contratações irregulares no Ceperj, referentes às eleições de 2022. Com isso, o governo busca diminuir a influência de Bacellar e de seus indicados na máquina pública estadual.

Além das trocas no secretariado, a Secretaria de Educação tem sido alvo de intervenções. Em fevereiro, a titular Roberta Barreto pediu exoneração ao ser informada de sua demissão iminente, assumindo a gestão Luciana Calaça, ex-presidente da Fundação Leão XIII. Este movimento ocorreu após a divulgação de um documento da PF, que revelou uma planilha de abril de 2023 contendo indicações de cargos e controle de áreas sob influência de aliados de Bacellar, além de apontar uma atuação que ultrapassava os limites do Legislativo e impactava o Executivo estadual.

Também na mesma ocasião, houve a exoneração de outros nomes ligados ao grupo de Bacellar, como o vice-presidente do DER-RJ. Ainda na semana passada, o governo promoveu mudanças estratégicas na estrutura da Secretaria de Educação, nomeando novos dirigentes para subsecretarias responsáveis por aspectos administrativos e pedagógicos. Essas alterações indicam uma tentativa de reorganizar e reforçar a gestão, afastando-se de possíveis influências externas ao projeto do governador.

Atualmente, o governo trabalha para consolidar uma nova formação na equipe, com o objetivo de garantir maior alinhamento político e uma transição de mandato mais controlada. As próximas semanas deverão indicar se essas mudanças serão suficientes para estabilizar a gestão diante do cenário de investigações em andamento e das disputas internas pelo controle de indicações em órgãos estratégicos do estado.


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