Na manhã desta segunda-feira, o transporte coletivo do Rio de Janeiro enfrentou interrupções e alterações em decorrência da greve dos motoristas. Ainda na madrugada, a categoria decidiu paralisar as atividades, afetando tanto linhas municipais quanto o sistema BRT, resultando em dificuldades de deslocamento no início do dia.
A mobilização ocorreu logo após a oficialização da greve, que teve início à meia-noite. Apesar de determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, que estabeleceu a circulação de, ao menos, metade da frota de cada linha, usuários relataram a ausência de veículos e pontos de espera lotados. Os condutores reivindicam aumento salarial, com piso de R$ 4 mil para ônibus convencionais e R$ 5 mil para ônibus articulados, além de melhorias nos benefícios e condições de trabalho, como a jornada de escala 5×2.
No início da manhã, relatos nas redes sociais indicaram a escassez de ônibus em diferentes regiões da cidade. Uma passageira informou que, às 5h, os principais corredores apresentavam poucos veículos em circulação, incluindo o BRT, cuja frota estaria operando abaixo do previsto. Outros usuários mencionaram pontos lotados e a impossibilidade de chegar ao trabalho devido à ausência de transporte.
Relatos indicaram também que veículos do BRT estavam ausentes desde as primeiras horas, mesmo após a confirmação de adesão por parte da gestão do sistema na noite anterior. Algumas regiões, como Madureira e áreas próximas à Avenida Brasil, apresentaram uma presença mínima de veículos, com poucos ônibus circulando e maior circulação de vans oferecendo transporte alternativo, cobrando tarifas acima do habitual.
Atualmente, a situação permanece complicada, com passageiros aguardando normalização e expectativa por novas informações quanto ao desfecho da greve. As próximas horas deverão indicar se há expectativa de retomada gradual do serviço, de acordo com as medidas tomadas pelas autoridades e empresas responsáveis pelo transporte público na cidade.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



