julho 1, 2026
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01/07/2026

Greve de motoristas de ônibus no Rio de Janeiro completa três dias com redução na operação

Nesta quarta-feira (1º), a paralisação dos motoristas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro completa três dias, mantendo o transporte público com operação reduzida. Para mitigar os impactos, os sistemas ferroviário e metroviário anunciaram ações de reforço, incluindo a oferta de 30 viagens extras pelo Trens RJ e uma possível ampliação na circulação do MetrôRio, caso haja aumento no fluxo de passageiros.

Até as 16h de terça-feira, o metrô registrou uma diminuição de 10% na quantidade de usuários em relação ao mesmo período da semana anterior, indicando uma redução na demanda ou a preferência por alternativas de transporte. A redução na utilização do transporte coletivo evidenciou as dificuldades enfrentadas pela população durante o movimento de greve.

A rodada de negociações no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro terminou sem um acordo, após a rejeição da proposta de suspensão temporária da greve pelos trabalhadores. Os rodoviários permanecem reivindicando reajuste salarial de 17%, além de piso de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais condutores. O sindicato patronal, Rio Ônibus, apresentou uma proposta de reajuste de 4,39%.

A expectativa agora é por uma nova rodada de negociações marcada para esta quarta-feira às 11h. Após o encontro, uma assembleia será realizada na sede social do sindicato, na Zona Norte, para que os trabalhadores decidam sobre os próximos movimentos da paralisação.

Durante o dia, pontos de ônibus apresentaram longas filas e veículos lotados. Moradores relataram embarques e deslocamentos difíceis, incluindo o relato de uma moradora que precisou acordar às 3h30 para chegar ao trabalho e tinha previsão de retorno apenas à noite. Desde o início da greve, a redução da frota chegou a cerca de 39,3% às 8h, com 1.460 ônibus em circulação, e atingiu 48,1% às 14h, com 1.695 veículos operando. Em relação ao BRT, houve um aumento de 26% na frota, com 361 articulados em circulação às 6h, em meio à tentativa de manter o serviço durante o movimento.

Na noite de terça-feira, o Tribunal Superior do Trabalho determinou a obrigatoriedade de manter pelo menos 80% da frota ativa por linha, buscando assegurar o direito de mobilidade da população. Essa decisão gerou tensões na assembleia que rejeitou a suspensão da greve, com confrontos, troca de ofensas e atos de hostilidade contra motoristas e veículos. Durante as manifestações, cerca de cem rodoviários caminharam pela Avenida Presidente Vargas, com incidentes de vandalismo, incluindo o arremesso de ovos contra veículos do setor patronal e a retirada de chaves de alguns ônibus, que precisaram ser removidos com auxílio de reboques. Ao todo, 15 veículos foram danificados durante os protestos.


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