junho 25, 2026
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25/06/2026

Greve dos rodoviários do Rio pode começar às 00h de 29 de junho após impasse salarial

O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro anunciou a intenção de paralisar as atividades a partir da meia-noite de 29 de junho. A comunicação foi enviada na quarta-feira às autoridades municipais, ao sindicato patronal e ao Ministério Público do Trabalho, cumprindo o prazo de 72 horas previsto para manifestações em setores considerados essenciais.

A decisão foi tomada durante assembleia realizada em 11 de junho, na qual os trabalhadores aprovaram uma greve coletiva. Segundo o presidente da entidade, Sebastião José, a possibilidade de suspensão dos serviços será confirmada caso não haja avanços nas negociações com as empresas de transporte.

O impasse entre as partes ocorre após o Rio Ônibus não retomar o diálogo com a categoria, após ter apresentado anteriormente uma proposta de reajuste de 4,39%, correspondente ao índice do IPCA acumulado até abril de 2023. Os trabalhadores avaliam o reajuste inadequado frente às condições da rotina laboral, que inclui jornadas superiores a 14 horas diárias e exposição a riscos, como sequestros e agressões físicas, fatores que também impactam a saúde mental da categoria.

O valor sugerido pelo sindicato, referente ao aumento salarial, prevê um incremento de cerca de R$ 150 para motoristas de ônibus convencionais, elevando a remuneração de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Para motoristas de ônibus articulados, o aumento seria de aproximadamente R$ 180, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O reajuste no auxílio alimentação também é alvo de crítica, passando de R$ 660 para R$ 689, um aumento de R$ 29.

Uma nova assembleia foi agendada para o dia 28 de junho, às 18h, na sede do sindicato, localizada na Zona Norte do Rio, com o objetivo de aprovar formalmente a paralisação. Entre as demandas apresentadas pelos trabalhadores estão a mudança na data-base para 1º de março, salários de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais, além do fim dos contratos temporários e contratação via CLT dos profissionais do BRT. Também integram as reivindicações o aumento do tíquete alimentação para R$ 1 mil, a adoção do regime de trabalho 5×2, a manutenção do passe livre, indenização de 30 minutos de intervalo e benefícios de plano de saúde e odontológico.

A categoria manifesta o desejo de evitar que a população seja prejudicada, expressando esperança por um entendimento que possa evitar a interrupção dos serviços e os transtornos para usuários do transporte coletivo na cidade.


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