Nesta terça-feira, a greve dos rodoviários no Rio de Janeiro atingiu o segundo dia, causando transtornos e redução na circulação dos ônibus na cidade. A paralisação, que teve início à meia-noite de segunda-feira, resultou em longas filas de passageiros e veículos parados nas garagens.
Usuários relataram atrasos e aglomerações em diferentes regiões. No Terminal Gentileza, relatos indicam que algumas linhas operaram durante a madrugada com apenas um ônibus, que já trafegava com ocupação máxima. No sistema de ônibus BRT, a mobilidade apresentou melhora em relação ao dia anterior: 361 ônibus articulados estavam em circulação, um aumento de 26%. Contudo, às 6h30, as plataformas do Terminal Jardim Oceânico mantinham baixo movimento. Os demais serviços de transporte, como trens, metrô e barcas, estão operando normalmente.
De acordo com o sindicato que representa as empresas de transporte, cerca de 1.350 veículos deixaram as garagens nesta manhã, um crescimento frente às 900 do primeiro dia. Apesar disso, o número ainda é inferior ao mínimo de 1.800 ônibus estabelecido pela Justiça do Trabalho, correspondente a 50% da frota oficial. Ainda em contrato, os trabalhadores e as empresas participam atualmente de uma tentativa de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, envolvendo uma audiência para tratar do dissídio coletivo.
Ao final do encontro, o presidente do sindicato dos rodoviários anunciou uma assembleia da categoria em frente ao tribunal, buscando uma proposta que ponha fim à greve. Segundo ele, a principal pauta do movimento é a valorização dos motoristas e a melhoria nas condições de trabalho.
Até o momento, não há registro de atos de vandalismo nesta terça, após cerca de 50 ônibus terem sido danificados na primeira-feira, durante manifestações. As negociações continuam em andamento na tentativa de resolução do impasse.
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