Um grupo acusado de reativar de forma irregular o antigo Banco de Crédito Móvel (BCM), extinto há mais de seis décadas, anunciou a instalação de sua nova sede no Campo de Golfe Olímpico, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A movimentação, investigada pelas autoridades, teria como objetivo a apropriação indevida de um crédito superior a R$ 1 bilhão.
A informação foi divulgada pelo próprio site do suposto banco, entretanto, contraria uma decisão judicial emitida pela 4ª Vara de Fazenda Pública da cidade. A ordem judicial proíbe a empresa responsável pela gestão do espaço, a CRF Empreendimentos, de utilizar o terreno para fins não esportivos, estipulando multa diária em caso de desrespeito. A restrição ocorre enquanto a Prefeitura do Rio e a imobiliária Tanedo, proprietária do terreno, tentam judicialmente retomar a administração do local, cujo contrato de permissão de uso vencerá em novembro de 2025.
Antes de anunciar a mudança, os integrantes do grupo ocupavam uma sala no Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen, na própria Barra da Tijuca. Essa localização também foi abandonada após um despejo realizado no final do ano passado.
No site do banco, a nova sede é apresentada como uma declaração de posicionamento, relacionada ao legado olímpico de 2016. Segundo o texto oficial, a instalação simboliza o compromisso de reorganizar o território e preservar a herança da competição. Até o momento, o grupo não divulgou novas informações sobre os próximos passos ou ações legais relacionadas à disputa pela gestão do espaço.
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