março 29, 2026
março 29, 2026
29/03/2026

Guarda-parques resgatam e reabilitam gambá-de-orelha-preta na Mata Atlântica do Rio

Na semana passada, equipes de guarda-parques realizaram o resgate de um filhote de gambá dentro de uma unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) no Rio de Janeiro. Após avaliações, foi constatado que o animal apresentava condições físicas ideais, sem ferimentos ou escoriações, e foi encaminhado ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras) em Vargem Grande, para receber cuidados especializados até seu retorno à natureza.

Na quarta-feira seguinte, uma fêmea adulta e seus filhotes foram soltos após passarem por inspeções e reabilitação. O resgate ocorreu em uma residência de Realengo e, após o período de recuperação, o grupo foi devolvido a um habitat seguro na própria área da unidade de conservação. As avaliações indicaram que tanto a mãe quanto os filhotes estavam aptos a seguir sua vida selvagem.

O gambá-de-orelha-preta, conhecido também como saruê, é uma espécie comum na Mata Atlântica e está presente em todas as unidades de conservação sob gestão do Inea. O animal, pertencente à família dos marsupiais, possui uma bolsa abdominal onde seus filhotes completam o desenvolvimento. Apesar de demonstrar comportamentos defensivos para proteção de suas crias, o gambá é inofensivo e costuma se aproximar de áreas urbanas em busca de alimento.

Sua dieta é onívora e bastante variada, incluindo frutos, pequenos animais e carniças. Além de contribuir para o controle de populações de insetos, como aranhas, escorpiões e carrapatos, o gambá-de-orelha-preta possui resistência a toxinas de espécies peçonhentas, incluindo jararacas, funcionando como um predador natural dessas serpentes.

Atualmente, os animais resgatados permanecem sob cuidados especializados, com possibilidade de nova soltura na mesma região, dependendo de sua condição de saúde e desenvolvimento.


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