Na manhã desta quinta-feira, a Justiça determinou a prisão preventiva de um homem em Maricá, após ele ser acusado de descumprir medidas protetivas e perseguir a ex-companheira. O caso está sendo investigado na 82ª Delegacia de Polícia do município.
Segundo as informações disponíveis, a vítima procurou a delegacia em 13 de março de 2026, para relatar episódios de violência psicológica cometidos pelo ex-companheiro. Ela relatou que o relacionamento, que durou aproximadamente um ano e cinco meses, resultou na filha do casal. Durante esse período, a mulher teria sofrido agressões físicas, ofensas verbais e ameaças, incluindo declarações de que o homem buscaria a criança. Além disso, ele teria se aproximado de pessoas próximas à vítima e comparecido à sua residência, ações consideradas intimidatórias.
Medidas protetivas foram solicitadas e concedidas pela Justiça, e o acusado foi oficialmente notificado. No entanto, ele teria desrespeitado essas determinações, o que levou a vítima a retornar à delegacia em 19 de março, informando que o ex-companheiro havia feito contatos com familiares e se deslocado até seu local de trabalho, ações que poderiam prejudicá-la.
Na ocasião seguinte, em 27 de março, a vítima afirmou que o homem começou a segui-la por diferentes locais na cidade, como perto da faculdade e da rodoviária. Ela relatou que ele pilotava uma motocicleta próxima a ela, mantendo uma distância considerada suspeita, o que aumentou seu sentimento de perseguição constante.
Diante do comportamento reiterado, a Justiça de plantão decretou a prisão preventiva do homem no dia 28 de março e expediu um mandado de prisão. Em depoimento, ele negou as acusações, afirmando que não houve perseguição e que os encontros com a ex-companheira teriam sido coincidências, sem intenção de intimidar ou descumprir as ordens judiciais. A investigação prossegue para apurar os fatos e determinar as providências cabíveis.
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