março 13, 2026
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13/03/2026

Homem suspeito de homicídio de segurança é preso em Itaboraí durante investigações

Um homem foi detido na manhã desta sexta-feira (13) em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, sob suspeita de envolvimento no desaparecimento do segurança Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos. Contra ele, cumpriu-se um mandado de prisão expedido pela justiça, mesmo sem o corpo da vítima ter sido localizado até o momento. A Polícia Civil considera o caso como um homicídio.

Segundo informações das autoridades, o suspeito detido tinha vínculo profissional com a vítima, sendo um de seus possíveis envolvidos. Ainda há um segundo suspeito foragido, e as investigações continuam com o objetivo de localizá-lo.

O desaparecimento de Maximiliano ocorreu em 21 de fevereiro, após informações de que ele havia sido ferido por disparos enquanto trabalhava no Horto do Fonseca, em Niterói. Antes de desaparecer, o segurança realizou uma ligação de vídeo para sua namorada, na qual aparecia ferido. Após esse contato, equipes policiais realizaram buscas no local indicado, porém sem sucesso na localização da vítima. O caso foi considerado suspeito por moradores e autoridades, que iniciaram uma investigação sobre possível crime violento.

Morador de Maricá, Maximiliano residia no bairro Inoã e teria saído de casa na manhã do dia do desaparecimento com destino ao Horto do Fonseca para assumir seu turno. A ausência no trabalho, assim como o tempo sem contato na residência, despertaram suspeitas que levaram amigos e familiares a considerá-lo desaparecido.

Após diligências, as investigações revelaram que Maximiliano realmente entrou em seu turno no mesmo dia, chegando ao local em uma motocicleta. No entanto, identificou-se que ele foi vítima de homicídio dentro do próprio local de trabalho. Perícias em imagens de câmeras de segurança e registros internos confirmaram sua entrada na unidade, além de mensagens trocadas por ele, indicando que assumira o plantão.

As análises também apontaram que Maximiliano aguardava sua rendição no posto de serviço. Uma gravação mostrou os dois suspeitos transportando possivelmente o corpo do segurança em um veículo. A placa do automóvel foi identificada por meio de cruzamento de dados com o Centro Integrado de Segurança Pública de Niterói, tendo origem em uma empresa de segurança privada de Niterói, cujo proprietário está entre os suspeitos.

Na manhã de hoje, advogados dos dois suspeitos estiveram na delegacia, mas preferiram não se manifestar. A Polícia Civil continua empenhada em esclarecer as circunstâncias do crime e na localização do segundo suspeito.


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