Moradores de Niterói têm buscado cada vez mais montar hortas compactas em suas residências, especialmente em varandas, quintais pequenos e janelas ensolaradas, para garantir alimentos frescos no dia a dia. Essas hortas, adaptadas a espaços limitados, podem prosperar com espécies que suportam o clima quente e úmido da região, desde que considerem fatores como incidência solar, circulação de ar, disponibilidade de água e tipo do recipiente utilizado.
A alface é frequentemente a primeira escolha para quem monta uma pequena horta doméstica na cidade. Por apresentar ciclo de desenvolvimento relativamente curto — entre 30 e 60 dias, dependendo da variedade — ela é fácil de cultivar em vasos largos ou jardineiras, desde que o solo seja leve, bem drenado e rico em matéria orgânica. Recomenda-se posicionar as plantas em local que receba sol pela manhã e proteger as folhas nas horas mais quentes do dia. Para o cultivo, o ideal é manter o solo úmido, evitando excesso de água, e colher as folhas externas, preservando o centro para novas brotações. Em vasos reaproveitados, com furos no fundo, o cultivo também é possível, desde que seja utilizado substrato leve e nutritivo.
Espécies como manjericão e cebolinha também se adaptam bem ao clima local e ao espaço reduzido de hortas urbanas. O manjericão aprecia temperaturas quentes acima de 20 °C, comuns na região, e deve ser cultivado em vasos de pelo menos 20 cm de profundidade, com boa drenagem e incidência de sol direta ou parcial. A planta exige cuidados básicos, como evitar o excesso de água, remover flores para estimular o crescimento das folhas e fazer podas leves nos ponteiros. Já a cebolinha, por sua resistência, pode ser plantada em vasos rasos ou jardineiras, inclusive reaproveitando as raízes cortadas de hortas ou feiras, para obter novos rebentos. Essa espécie suporta bem a vida em pequenos espaços, desde que haja irrigação regular e boa luminosidade.
Atualmente, essas opções vegetais representam soluções práticas para quem busca uma alimentação mais natural e o aproveitamento de ambientes reduzidos, sendo compatíveis com as condições climáticas e limitações de espaço habitual na cidade. O cultivo contínuo dessas plantas garante o abastecimento de folhas frescas para saladas, temperos e preparações culinárias diárias.
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