Um idoso de 83 anos sofreu um prejuízo aproximado de R$ 15 mil após cair em um golpe utilizado por indivíduos que se passaram por representantes da Receita Federal em Niterói, Região Metropolitana do Rio. A Polícia Civil está conduzindo as investigações para apurar o caso, que serve como alerta à população, especialmente aos idosos, sobre fraudes realizadas por telefone e visitas não autorizadas em nome de órgãos públicos.
Segundo relato da vítima, Claudionor Lopes de Almeida, o esquema teve início por meio de uma ligação telefônica, na qual um homem se apresentou como funcionário da Receita Federal e alegou que o aposentado teria uma dívida de R$ 3 mil com o órgão. Durante a conversa, o suspeito pressionou Claudionor a regularizar a situação com urgência, o que gerou desconfiança, mas ele foi convencido pela forma como a abordagem foi conduzida. O aposentado afirmou que, mesmo estranhando a cobrança, acabou se deixando levar pela conversa.
Na sequência, a vítima foi informada de que uma mulher se deslocaria até sua residência para resolver a questão. Ela chegou ao local em poucos minutos, foi recebida na porta e permaneceu cerca de 17 minutos dentro da casa, enquanto uma motocicleta aguardava do lado de fora. Dentro do imóvel, a suspeita subtraiu dinheiro, cartões bancários, senhas e um telefone celular da vítima. O prejuízo total atingiu aproximadamente R$ 15 mil.
A esposa de Claudionor relatou que o marido a procurou logo após o episódio, demonstrando grande abalo emocional. Ela contou que o aposentado disse ter sido roubado, com descartes de cartões e dinheiro, além da obtenção de suas senhas pelo criminoso. Uma semana após o ocorrido, o idoso ainda se mostra bastante perturbado ao lembrar do que passou, manifestando sentimento de mágoa com a experiência de engano.
O episódio revela o impacto psicológico e financeiro causado por golpes envolvendo idosos, vítimas frequentemente deixadas com medo e insegurança. A Receita Federal reforçou que não realiza visitas domiciliares sem agendamento prévio, nem solicita dados financeiros, cartões ou senhas durante atendimentos. A instituição informa ainda que seus profissionais se identificam mediante documentos oficiais e mostram o Termo de Distribuição do Procedimento Fiscal. Além disso, recomenda que contribuintes utilizem apenas canais oficiais para comunicação e que desconfiem de contatos que exijam urgência ou ameaças de bloqueios e pedidos de informações confidenciais.
Para evitar fraudes, a orientação é permanecer atento a quaisquer contatos suspeitos, recusar o fornecimento de dados bancários e celular por telefone, além de verificar pendências por meio de canais oficiais. Em caso de dúvida ou suspeita, a recomendação é acionar a polícia e informar familiares imediatamente.
As investigações continuam em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda não divulgou detalhes sobre possíveis identificação ou captura dos suspeitos. A ampla apuração busca esclarecer o procedimento criminoso e evitar novos casos semelhantes na região.
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