junho 23, 2026
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23/06/2026

Inauguração de estação de esgoto na Baixada Fluminense amplia saneamento e combate poluição

Na segunda-feira, foi inaugurada na Baixada Fluminense a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados, que atende às cidades de Queimados, Japeri e parte de Nova Iguaçu. A nova unidade, construída pela concessionária Águas do Rio, possui capacidade para processar até 51 milhões de litros de resíduos por dia, marcando um avanço relevante para regiões até então desprovidas de sistema de tratamento adequado.

A instalação ocupa uma área de 38.400 metros quadrados próxima ao rio Guandu, sendo parte de um investimento total de R$ 640 milhões direcionado à ampliação do saneamento na região. O projeto foi viabilizado por meio de financiamento do programa Saneamento para Todos, realizado pelo Ministério das Cidades e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A operação da estação traz benefícios ambientais importantes, uma vez que os efluentes atualmente despejados in natura na Bacia do Guandu passarão a ser tratados. Assim, haverá uma significativa redução da carga de poluição no manancial que abastece aproximadamente 9 milhões de habitantes na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante a cerimônia de inauguração, o ministro das Cidades ressaltou a importância da parceria entre diferentes órgãos públicos e o setor privado para a concretização de grandes empreendimentos de infraestrutura. Ele destacou que esse tipo de colaboração é fundamental para a realização de obras de grande porte.

A iniciativa faz parte de um plano maior de ampliação do saneamento conduzido pela concessionária, que já investiu ao longo de quase cinco anos cerca de R$ 6,3 bilhões na região e tem previsão de ampliar os investimentos para até R$ 24 bilhões nos próximos anos. Essa estrutura visa melhorar a qualidade de vida dos moradores, gerar empregos e contribuir para a recuperação de recursos naturais essenciais.

Dados de 2024 indicam a gravidade dos problemas relacionados à agua no país, com cerca de 336 mil internações por doenças decorrentes do falta de saneamento adequado, além de aproximadamente 11,5 mil óbitos relacionados a essas enfermidades, gerando um impacto de R$ 174 milhões no sistema público de saúde.


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