outubro 10, 2026
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10/10/2026

Incêndio atinge antigo prédio do Inmetro, no Rio Comprido, onde vivem mais de 100 famílias

Na tarde deste sábado, um incêndio atingiu um edifício abandonado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), localizado na Rua Santa Alexandrina, no bairro Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro. O prédio, que atualmente abriga a ocupação denominada Luiza Mahin, foi tomado por mais de cem famílias desde agosto deste ano, e as chamas foram registradas principalmente no quarto andar, com fumaça visível nos andares superiores.

Moradores próximos acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou ao local por volta das 16h26 para conter o fogo. Até o momento, não há confirmações de feridos ou vítimas, nem informações detalhadas sobre as causas do incidente ou se todas as famílias conseguiram deixar o edifício com segurança.

A ocupação começou no dia 7 de agosto, após integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) invadirem o prédio, que pertence à União. A iniciativa foi batizada em homenagem à líder histórica da resistência negra, Luiza Mahin. Segundo os ativistas, o objetivo era assegurar moradia a famílias que enfrentavam dificuldades com aluguel, despejos ou que não tinham acesso a programas habitacionais. O edifício, que funcionou como sede do Inmetro até 2021, encontrava-se desativado há aproximadamente cinco anos e havia sido cedido ao Arquivo Nacional, que pretendia ampliar suas instalações.

Desde 2025, o estado de abandono do imóvel tem sido objeto de denúncias por moradores e acompanhamento por veículos de imprensa. Em uma vistoria realizada em abril deste ano, a Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara Municipal identificou danos estruturais, vidraças destruídas e sinais de ocupações irregulares, além de constatar que o prédio estivesse sem vigilância desde setembro de 2025. Essas informações foram encaminhadas ao Ministério Público Federal para providências.

Após a entrada das famílias na propriedade, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse, e o Ministério Público solicitou uma investigação policial sobre episódios de invasão e depredação. Ainda não há detalhes sobre o impacto do incêndio nos danos estruturais do prédio ou sobre o estado de segurança das famílias atualmente morando no local. As autoridades continuam monitorando a situação e aguardando desdobramentos futuros.


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