O Instituto Uevom, organização com 27 anos de atuação na zona norte do Rio de Janeiro, continua expandindo suas ações voltadas a comunidades vulneráveis. A entidade atua atualmente com sete projetos distribuídos por diferentes regiões da cidade, promovendo ações de esporte, educação e assistência social, com o objetivo de promover inclusão e desenvolvimento social entre moradores.
Fundado por Seu Amaro, líder comunitário do Complexo da Maré, o instituto teve início com a gestão da Vila Olímpica local, buscando ampliar o acesso da população aos serviços públicos e atividades esportivas. Até sua morte, em 2021, ele liderou a instituição, que posteriormente ampliou sua atuação para municípios como Pavuna, Irajá, Campo Grande, Praça Seca e Santa Cruz. Em 2025, as iniciativas atendem mais de 17 mil pessoas, ajudando a fortalecer vínculos sociais e abrir possibilidades para diferentes faixas etárias, de acordo com a diretora técnica do instituto.
A filosofia do Uevom enfatiza o papel da educação e do convívio social como ferramentas de transformação. Para ela, a oferta de esportes, educação e convivência cria oportunidades de pertencimento e de novos rumos para quem vive em regiões de vulnerabilidade.
Histórias de participantes ilustram os resultados do trabalho. Edna Andrade, de 43 anos, enfrentou um período difícil após contrair Covid-19 em 2021, passando quatro meses na UTI e necessitando de reabilitação após perder a mobilidade e a fala. O esporte, especialmente as aulas de natação para pessoas com deficiência oferecidas pelo projeto Educar Pelo Esporte, ajudou na recuperação da sua autonomia. Ela valoriza a dedicação dos profissionais envolvidos na iniciativa, que demonstram sensibilidade com cada caso.
Outro exemplo de sucesso é o de Ana Letícia Silva, de 19 anos, que começou no projeto aos quatro anos, praticando karatê. A atleta, que atualmente serve na Marinha, conquistou títulos em competições nacionais e internacionais, incluindo o Mundial Gymnasiade no Bahrein, onde foi campeã mundial. Sua trajetória evidencia o impacto positivo dos programas sociais para jovens, que encontram no esporte uma oportunidade de crescimento e realização. Ana Letícia destaca o papel dos projetos no desenvolvimento de caráter e na formação de caráter.
Nos últimos anos, o Instituto Uevom expandiu sua estrutura de forma expressiva. Logo de 2021 para 2025, passou de três para oito projetos, crescimento de 167%, além de ter aumentado quase quadruplicadamente sua equipe, que hoje conta com 385 colaboradores. As atividades atendem públicos diversos, como crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência, incluindo ações voltadas para as famílias das comunidades beneficiadas.
Com essa evolução, a organização permanece comprometida em ampliar seu impacto social e promover inclusão através do esporte, educação e assistência.
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