Na próxima terça-feira (09/06), o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizará uma reunião em Brasília para deliberar sobre o pedido de tombamento federal do Palacete Linneo de Paula Machado e de seus jardins, localizado em Botafogo, no Rio de Janeiro. Caso aprovado, o imóvel passará a contar com a proteção máxima de patrimônio nacional, além de estar atualmente protegido pelo município desde 1987 e pelo estado desde 2006.
Situado na esquina das ruas São Clemente e Guilhermina Guinle, o casarão exemplifica a arquitetura eclética do início do século XX na cidade. A estrutura possui aproximadamente 1.100 metros quadrados de área, distribuídos em cerca de 30 cômodos, com jardins que ocupam grande parte de um terreno de mais de oito mil metros quadrados.
A proposta do Iphan inclui o edifício histórico e seus jardins, enquanto um anexo contemporâneo, adicionado durante a ocupação pelo espaço da Casa Firjan inaugurada em 2018, não está contemplado na análise. O objetivo é assegurar a preservação do patrimônio em suas formas originais e características relevantes.
O Palacete, projetado em 1906 pelo arquiteto John Oberg, foi um presente de casamento a Celina Guinle e Linneo de Paula Machado. Com o passar do tempo, passou por restaurações e ampliações de nomes renomados, como Armando Carlos da Silva Telles e o francês Joseph Gire, que realizou alterações internas inspiradas no estilo parisiense. Sua estrutura revela elementos originais do século XIX, como pisos, azulejos e revestimentos decorativos considerados raros na região.
O imóvel também é importante para entender a história urbana de Botafogo, antiga residência de parte da elite carioca durante a Belle Époque. Em 2018, a Firjan readequou o espaço, mantendo suas características históricas enquanto implantava modernizações, como elevador, sistemas de climatização, tecnologia e segurança. Dentro do edifício, hoje, funcionam espaços culturais, exposições, atividades de cinema, debates e cursos, consolidando-se como um centro de inovação e cultura na zona sul do Rio.
A decisão do Conselho do Iphan será tomada ao final da reunião, que se estenderá até a quarta-feira (10/06), incluindo outros processos de reconhecimento e proteção de bens culturais em todo o país.
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