A implementação do IPTU Progressivo em 2026 busca estimular a ocupação de imóveis urbanos abandonados em grandes cidades brasileiras, promovendo a revitalização de áreas centrais degradadas. A medida visa incentivar os proprietários a utilizarem os imóveis de forma adequada, evitando que espaços ociosos contribuam para o comprometimento do desenvolvimento urbano.
O mecanismo funciona através de um aumento progressivo na carga tributária para imóveis que não cumprirem sua função social, conforme determinação do Estatuto da Cidade. Sempre que o proprietário não apresentar um projeto de uso compatível dentro do prazo estipulado, as alíquotas do imposto aumentam anualmente, podendo atingir o teto máximo permitido por lei. Este procedimento inclui etapas formais, como notificação oficial registrada no cartório de imóveis, majoração da alíquota por até cinco anos e aplicação do limite de 15% sobre o valor venal do bem.
Imóveis considerados abandonados ou subutilizados são aqueles cuja área construída é inferior ao coeficiente mínimo definido pelo Plano Diretor local. Além disso, a conservação física do imóvel e seu tempo de vacância são fatores utilizados para determinar sua situação. Proprietários que mantêm terrenos ou edificações neste estado podem ser submetidos a penalidades fiscais progressivas, que elevam o valor do IPTU de forma gradual até o limite máximo.
Para imóveis que possuem restrições ambientais ou de valor histórico, as isenções podem ser concedidas se houver comprovação de impossibilidade de reformas imediatas, com emissão de laudos técnicos por órgãos especializados. Terrenos utilizados para atividades de interesse público ou projetos sociais temporários também podem solicitar a suspensão da progressividade, desde que mantenham a regularidade documental junto às autoridades municipais.
Após cinco anos de aplicação do aumento máximo sem a devida utilização do imóvel, o município pode efetuar uma desapropriação, oferecendo ao proprietário uma compensação na forma de títulos públicos de longo prazo. Os imóveis desapropriados, por sua vez, geralmente são destinados a programas de habitação social ou centros culturais financiados pelo governo, buscando transformar áreas ociosas em espaços de benefício comunitário.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.



