Após uma análise detalhada, a investigação referente ao assassinato do mestre de capoeira Paulinho Sabiá, ocorrido em fevereiro em Niterói, aponta interesses financeiros relacionados ao patrimônio da vítima como motivação do crime. A irmã de Paulinho, Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, foi detida sob a suspeita de ter encomendado a execução.
Relatos de testemunhas indicam que, alguns dias após o sepultamento, Adriana discutiu com a namorada de Paulinho em relação a herança, envolvendo bens como imóveis, veículos e valores em dinheiro. A polícia apurou que a suspeita demonstrava interesse imediato nesses ativos e tentou acessar informações sobre os bens do irmão logo após sua morte. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto envolvendo valores que Paulinho costumava guardar em casa e no estabelecimento que possuía.
Investigações também revelaram que Paulinho vinha sendo monitorado pelos criminosos, com informações sobre sua rotina sendo repassadas, o que teria facilitado uma tentativa de homicídio anterior e, posteriormente, a execução. Um suspeito do crime foi preso e confessou sua participação, atribuindo a Adriana a autoria do mandante. O atirador continua foragido, enquanto as buscas para captura de todos os envolvidos permanecem em andamento.
No depoimento prestado à polícia, Adriana optou por não colaborar, afirmando que só falará após ter acesso ao processo através do seu advogado. A investigação está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
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