outubro 16, 2026
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16/10/2026

Judô brasileiro perde pioneiro e medalhista olímpico Chiaki Ishii aos 85 anos

O judô brasileiro sofreu uma perda significativa nesta sexta-feira (16), com o falecimento de Chiaki Ishii aos 85 anos. O motivo do falecimento não foi revelado. O ex-atleta foi uma das principais referências do esporte no Brasil, tendo deixado um legado que vai além das suas conquistas nas competições, influenciando a formação de novos talentos.

Ishii destacou-se na história do judô nacional ao conquistar uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Antes disso, em 1971, venceu o terceiro lugar no Campeonato Mundial realizado em Ludwigshafen, na Alemanha Ocidental, marca que marcou a primeira medalha brasileira na competição internacional. Sua trajetória elevou o nível do esporte no país e abriu portas para futuras gerações de atletas.

O presidente da Confederação Brasileira de Judô expressou pesar pela perda e ressaltou a importância de Ishii na evolução do judô no Brasil. Segundo ele, o pioneiro foi responsável por consolidar a força e o potencial do esporte nacional, além de contribuir na formação de judocas e na divulgação mundial da modalidade. A entidade reforçou ainda o impacto de seu trabalho na formação de inúmeros atletas e na difusão do judô no país.

Natural do Japão, Ishii imigrou para o Brasil em 1964, aos 22 anos, após não conseguir participar dos Jogos Olímpicos daquele ano. Inicialmente, trabalhou na agricultura em uma comunidade japonesa em Presidente Prudente, São Paulo, mas logo retornou ao judô. Em 1969, obteve a naturalização brasileira. Sua carreira começou a se consolidar após conquistar, em 1971, o bronze no Mundial de Ludwigshafen, levando à sua participação histórica em Munique.

Durante sua trajetória, Ishii também conquistou quatro medalhas nos Jogos Pan-Americanos. Após a aposentadoria, permaneceu ativo no esporte, fundando uma academia no bairro da Lapa, na capital paulista, onde treinou e influenciou novos judocas. O Comitê Olímpico do Brasil ressaltou que seu impacto transcende as medalhas, destacando sua contribuição na formação de atletas e na difusão do judô no Brasil.

Seu legado inclui também a formação de atletas que atingiram reconhecimento internacional, como Walter Carmona e Rafael Silva, conhecido como Baby, medalhista olímpico. Além disso, suas filhas, Tânia Chie Ishii e Vânia Yukie Ishii, representaram o Brasil em várias Olimpíadas, incluindo Barcelona, Sydney e Atenas.

Em 2023, Ishii recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, uma homenagem a atletas que marcaram história no esporte brasileiro. Ele também foi agraciado com a graduação de Kodansha 9º Dan, uma das mais altas do judô, e recebeu a Ordem ao Mérito da Confederação Brasileira de Judô, reconhecimento que reforça a importância de sua trajetória para o desenvolvimento do judô nacional.


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