Na manhã desta segunda-feira, o início do julgamento de Jairinho, acusado na morte do menino Henry Borel, foi marcado por uma ação considerada abusiva pelos tribunais. Os advogados envolvidos na defesa do réu abandonaram a sessão, resultando no adiamento do processo para o dia 22 de junho.
Os profissionais que representam Jairinho solicitaram ao tribunal um adiamento, alegando dificuldades relacionadas ao acesso às provas. Todavia, a justiçá rejeitou o pedido. Em seguida, os advogados optaram por se retirar do plenário, movimentação vista como uma interrupção indevida, que desrespeita orientações do Supremo Tribunal Federal. A juíza responsável, Elizabeth Machado Louro, declarou a conduta como abusiva e determinou a notificação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que sejam instaurados processos disciplinares contra os advogados.
A magistrada destacou que a manobra compromete o andamento regular do processo e viola princípios que garantem a dignidade e o respeito às partes envolvidas, incluindo a família da vítima. Com a saída dos defensores, Jairinho precisará contratar uma nova equipe para sua defesa, sob pena de a Defensoria Pública assumir essa responsabilidade de forma automática.
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