maio 7, 2026
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07/05/2026

Juíza Mariana Ferreira, de 34 anos, morre após complicações em procedimento de fertilização

Uma magistrada de 34 anos, natural de Niterói, morreu após complicações de um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes. A morte, registrada nesta quarta-feira (6), foi considerada suspeita e está sendo investigada pelas autoridades paulistas, que ainda não confirmaram a causa exata.

Após o ocorrido, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias, com bandeiras a meio-mastro nos prédios do Tribunal e do Palácio da Justiça. A instituição lamentou a perda e destacou o compromisso da juíza, que atuava na comarca de Sapiranga desde fevereiro deste ano. A magistrada tinha ingressado no Judiciário gaúcho em dezembro de 2023, após uma preparação que começou em 2018, e tinha atuado em diferentes varas no estado, incluindo Porto Alegre e São Luiz Gonzaga.

A juíza, que se formou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tinha como sonho desde a adolescência ingressar na carreira judicial. Ela assumiu seu primeiro cargo na comarca de Parobé e, na sequência, atuou em múltiplas jurisdições até chegar à comarca de Sapiranga, onde trabalhava atualmente. Os colegas e representantes do tribunal elogiaram sua dedicação, sensibilidade e zelo na atuação profissional.

Segundo relato do boletim de ocorrência, Mariana passou por procedimento de coleta de óvulos na manhã de segunda-feira (4). Após receber alta, apresentou dores intensas, sensação de frio e agravamento do quadro clínico, o que motivou seu retorno à clínica, seguido por uma transferência para uma unidade hospitalar. Ela foi submetida a uma cirurgia no dia seguinte, mas o quadro clínico evoluiu de forma grave, levando à sua morte.

As investigações buscam esclarecer se houve alguma falha no procedimento ou no atendimento médico, entretanto, ainda não há uma conclusão definitiva acerca das causas fatais. A clínica onde a mulher foi atendida afirmou que adotou protocolos de emergência rapidamente e que colaborará com as apurações oficiais, ressaltando que todo procedimento médico envolve riscos.

A notícia causou impacto na comunidade jurídica e na cidade de Niterói, provocando manifestações de pesar pelos colegas e familiares da magistrada, cuja trajetória foi marcada por dedicação ao serviço público. Os próximos passos incluem a apuração das circunstâncias do caso e possíveis mudanças nos protocolos de atuação da clínica, caso se confirme alguma intercorrência.


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