Uma magistrada de 34 anos, natural de Niterói, morreu após complicações de um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes. A morte, registrada nesta quarta-feira (6), foi considerada suspeita e está sendo investigada pelas autoridades paulistas, que ainda não confirmaram a causa exata.
Após o ocorrido, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias, com bandeiras a meio-mastro nos prédios do Tribunal e do Palácio da Justiça. A instituição lamentou a perda e destacou o compromisso da juíza, que atuava na comarca de Sapiranga desde fevereiro deste ano. A magistrada tinha ingressado no Judiciário gaúcho em dezembro de 2023, após uma preparação que começou em 2018, e tinha atuado em diferentes varas no estado, incluindo Porto Alegre e São Luiz Gonzaga.
A juíza, que se formou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tinha como sonho desde a adolescência ingressar na carreira judicial. Ela assumiu seu primeiro cargo na comarca de Parobé e, na sequência, atuou em múltiplas jurisdições até chegar à comarca de Sapiranga, onde trabalhava atualmente. Os colegas e representantes do tribunal elogiaram sua dedicação, sensibilidade e zelo na atuação profissional.
Segundo relato do boletim de ocorrência, Mariana passou por procedimento de coleta de óvulos na manhã de segunda-feira (4). Após receber alta, apresentou dores intensas, sensação de frio e agravamento do quadro clínico, o que motivou seu retorno à clínica, seguido por uma transferência para uma unidade hospitalar. Ela foi submetida a uma cirurgia no dia seguinte, mas o quadro clínico evoluiu de forma grave, levando à sua morte.
As investigações buscam esclarecer se houve alguma falha no procedimento ou no atendimento médico, entretanto, ainda não há uma conclusão definitiva acerca das causas fatais. A clínica onde a mulher foi atendida afirmou que adotou protocolos de emergência rapidamente e que colaborará com as apurações oficiais, ressaltando que todo procedimento médico envolve riscos.
A notícia causou impacto na comunidade jurídica e na cidade de Niterói, provocando manifestações de pesar pelos colegas e familiares da magistrada, cuja trajetória foi marcada por dedicação ao serviço público. Os próximos passos incluem a apuração das circunstâncias do caso e possíveis mudanças nos protocolos de atuação da clínica, caso se confirme alguma intercorrência.
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