abril 16, 2026
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16/04/2026

Justiça mantém prisão de influencer ligado à Operação Narcofluxo que movimentou R$ 260 bilhões

Na manhã desta quinta-feira (16/4), a prisão de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página digital Choquei, foi mantida na sede da Polícia Federal após audiência de custódia. Oliveira foi detido na Operação Narcofluxo, ocorrida um dia antes, sob suspeita de atuar na gestão de imagem de integrantes de um esquema criminoso.

A ação policial cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 ordens de prisão temporária em oito estados e no Distrito Federal. De acordo com as investigações, o grupo financeiro envolvido movimentou mais de R$ 260 bilhões, sendo que foi determinado o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de suspeitos, incluindo empresas e indivíduos ligados às atividades ilícitas.

Raphael Oliveira atua no meio digital com uma base que supera 27 milhões de seguidores. Segundo a Polícia Federal, seu papel consistia em gerenciar a reputação dos envolvidos e promover plataformas de apostas e rifas utilizadas para movimentar dinheiro ilegalmente, além de divulgar conteúdo favorável a alguns membros do esquema. O influenciador foi considerado como parte do núcleo de gerenciamento de imagem do grupo, cuja atuação incluía movimentações financeiras com indícios de lavagem e evasão de divisas.

A operação, conduzida por mais de 200 agentes, envolveu ações em diversos estados brasileiros e na capital federal. Além de apreensões de armas, veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, a investigação identificou conexões com o tráfico internacional de drogas, especificamente a circulação de mais de três toneladas de cocaína. Todas as ações visam desmantelar o esquema e responsabilizar os envolvidos por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A Justiça também determinou o sequestro de bens de um dos principais investigados, incluindo o artista conhecido como MC Ryan SP. As medidas visam bloquear recursos financeiros relacionados às atividades ilícitas, além de restringir partes de seus patrimônios e atividades societárias. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de futuras ações judiciais contra os suspeitos envolvidos no esquema.


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