junho 8, 2026
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08/06/2026

Laboratório da PUC-Rio usa fabricação digital para aprimorar tecnologia na saúde

O Laboratório de Fabricação Digital da PUC-Rio está utilizando tecnologias avançadas, como escaneamento 3D, modelagem digital e impressão 3D, para desenvolver soluções na área da saúde. Entre as aplicações estão a reposição de peças em equipamentos médicos e a produção de modelos físicos para auxiliar no planejamento de cirurgias complexas.

Com experiência em projetos industriais e parcerias com grandes empresas, incluindo a Petrobras, o laboratório passou a explorar essas tecnologias em projetos voltados a hospitais, centros médicos e equipes de saúde. Essa abordagem busca conectar a pesquisa acadêmica às demandas concretas do setor, promovendo inovação e soluções personalizadas.

Sob a coordenação do professor Felipe Gouvea, a equipe reúne profissionais de engenharia, tecnologia e medicina. A fabricação digital é empregada para atender necessidades específicas, como manutenção de equipamentos, adaptação de componentes, análise de materiais ou reprodução de estruturas anatômicas a partir de exames de imagem.

Um dos focos do trabalho é apoiar a operação de dispositivos médicos, onde componentes degradados ou danificados passam por uma análise de escaneamento tridimensional e posterior modelagem digital. Após essa fase, são selecionados materiais adequados para a impressão 3D, possibilitando a substituição de peças e a manutenção do funcionamento dos equipamentos. Esse método é especialmente útil em casos de difícil acesso a peças originais, altos custos ou longos prazos de fornecimento.

Outro projeto importante do laboratório envolve a criação de modelos anatômicos em 3D a partir de exames de imagem, como tomografia. Um exemplo é a produção de uma réplica de um coração com uma condição congênita rara, permitindo que médicos façam análises detalhadas e planejamento cirúrgico mais preciso, antes do procedimento real. Essa técnica facilita a compreensão da anatomia, aprimorando o entendimento do paciente e contribuindo para intervenções mais seguras.

Segundo Felipe Gouvea, essas iniciativas ilustram como a engenharia pode colaborar de forma efetiva na área da saúde. A fabricação digital transforma dados médicos em objetos físicos que favorecem o diagnóstico e o planejamento clínico, promovendo uma aproximação entre pesquisadores, profissionais da saúde e indústrias para soluções mais seguras e eficientes.

Apesar de ainda estar amplamente associada à indústria, a impressão 3D na medicina tem ampliado sua presença. Réplicas de órgãos, ossos e estruturas vasculares vêm sendo utilizadas em treinamento, planejamento cirúrgico e desenvolvimento de novas técnicas médicas, além de possibilitar a fabricação de dispositivos sob medida e adaptações específicas para equipamentos médicos.

Na PUC-Rio, o laboratório tem expandido sua atuação, integrando conhecimentos de engenharia para atender demandas reais da sociedade. Essa experiência será destaque em evento dedicado às aplicações da fabricação digital na saúde, evidenciando avanços que apoiam a operação de equipamentos, transformam exames em modelos físicos e contribuem para uma medicina cada vez mais personalizada e integrada.


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