março 26, 2026
março 26, 2026
26/03/2026

LGPD impõe regras para proteger dados de menores e exige consentimento dos responsáveis

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe regras específicas para a coleta e o tratamento de informações pessoais de crianças e adolescentes no ambiente digital, buscando assegurar maior segurança e privacidade a esses usuários.

De acordo com a legislação, a obtenção do consentimento deve ser feita por meio de uma autorização explícita de pelo menos um dos pais ou responsável legal. Essa medida visa garantir que as famílias tenham controle sobre os dados dos menores de idade e verificar a autenticidade dessa permissão. As empresas responsáveis pela coleta de dados precisam agir com razoabilidade na confirmação do responsável legal, além de manter a transparência quanto ao uso das informações.

As plataformas de serviços digitais que atendem ao público infantil devem adotar práticas acessíveis, com interfaces claras e livres de linguagem jurídica complexa. Entre as exigências, estão a limitação da coleta de dados ao estritamente necessário, a proibição do uso de informações para fins de publicidade direcionada sem autorização e a implementação de sistemas confiáveis de verificação de idade. Os responsáveis também devem ter canais acessíveis para solicitar a exclusão de registros, garantindo maior controle sobre os dados armazenados.

Quanto aos tipos de informações permitidas, a coleta deve estar vinculada às funcionalidades específicas de cada serviço, não podendo condicionar o acesso à disponibilização de dados adicionais. Fiscalizações da autoridade reguladora garantem o cumprimento dessas regras, com ações de fiscalização constante e penalizações vigorosas para quem negligenciar a proteção dos dados de menores.

As autoridades de proteção de dados atuam em colaboração com o Ministério Público na investigação de denúncias relacionadas a vazamentos ou uso indevido de perfis infantis. O objetivo é coibir práticas abusivas e promover uma navegação digital mais segura para os jovens.

Por fim, orienta-se que os responsáveis leiam cuidadosamente os termos de uso de aplicativos e ferramentas antes de permitirem sua instalação, além de utilizar recursos de controle parental para administrar acessos, monitorar o tempo de uso e reforçar a educação digital. Revisões periódicas das configurações de privacidade também são aconselhadas para minimizar riscos e garantir uma experiência digital mais segura às crianças.


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