junho 3, 2026
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03/06/2026

Lobo-marinho jovem é avistado na Praia de Jaconé, em Maricá, sem ferimentos

Nesta quarta-feira (3), um lobo-marinho foi encontrado na areia na Praia de Jaconé, em Maricá. O animal, um exemplar jovem, foi avistado na altura da Rua 67 e chamou atenção de moradores e visitantes na região. Equipes especializadas foram acionadas para monitorar o mamífero e avaliar suas condições de saúde.

Segundo informações do programa Econservation, a presença do animal na praia é uma ocorrência comum nesta época do ano. O animal foi identificado como um filhote de lobo-marinho-sul-americano, sem sinais de ferimentos aparentes. Autoridades orientaram que o público deve manter distância do animal e evitar qualquer tentativa de conduzi-lo ao mar, pois ele costuma descansar na areia para recuperar energia antes de seguir sua rota migratória.

O aparecimento do animal coincide com um período de aumento na atividade da fauna marinha na região, incluindo frequentes avistamentos de baleias ao longo da costa desde maio. No ano passado, um outro mamífero marinho de porte semelhante mobilizou equipes após permanecer por dias na Praia Roberto Marinho e posteriormente entrar no Canal de Ponta Negra.

O monitoramento realizado pelo Projeto de Avaliação de Praias da Bacia de Santos – Área Rio de Janeiro (PMP-BS RJ) confirmou que o animal não apresentava ferimentos e que está apenas descansando na areia. Os lobos-marinhos-sul-americanos costumam realizar deslocamentos migratórios, navegando por rotas de passagem que os levam às suas áreas de reprodução. Por essa razão, frequentemente aparecem sozinhos ao longo das praias, seguindo sua rota de migração.

A equipe técnica mantém avaliações periódicas para assegurar o bem-estar do animal e que ele siga sua jornada sem riscos. A intervenção humana deve ser evitada, pois o contato e a oferta de alimentos podem gerar estresse, reações defensivas e prejudicar o período de descanso necessário para sua recuperação. A reabilitação só ocorre em situações específicas realizadas por equipes especializadas, nunca de forma espontânea pela população.

Atualmente, o animal encontra-se em boas condições e sua presença na região é considerada uma fase natural de sua rota. Os órgãos responsáveis continuam monitorando o mamífero, aguardando seu deslocamento natural.


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