O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira que Dario Durigan assumirá o cargo de ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará a pasta para disputar as próximas eleições eleitorais. A confirmação ocorreu de maneira informal durante a abertura de uma evento em São Paulo, quando Lula apresentou Durigan ao público, destacando sua nova função na equipe econômica do governo.
Durigan, atual secretário executivo do Ministério da Fazenda, já exercia papel de destaque como principal articulador político do setor financeiro. Antes de assumir o cargo de nº 2 da pasta em 2023, sua trajetória profissional inclui atuação na iniciativa privada, especialmente na Meta Platforms, onde trabalhou com políticas públicas do WhatsApp no Brasil desde 2020. Sua formação inclui graduação em Direito pela Universidade de São Paulo e mestrado pela Universidade de Brasília. No setor público, atuou na Advocacia-Geral da União, na Casa Civil, na administração municipal de São Paulo sob comando de Haddad, além de trabalhar na Consultoria Jurídica da União em São Paulo.
Durante a cerimônia, Lula também falou positivamente sobre o mandato de Haddad na Fazenda, destacando a aprovação de uma reforma tributária, considerada uma das mais relevantes do país das últimas décadas. Haddad confirmou sua saída e a intenção de disputar as próximas eleições, sem revelar oficialmente qual cargo buscará, mas manifestando a importância do momento.
No seu último discurso como ministro, Haddad ressaltou o impacto de ações realizadas na gestão, mencionando o apoio do Congresso e a tentativa de fortalecer o pacto federativo para promover crescimento econômico socialmente inclusivo. Entre as medidas citadas estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento dos investimentos públicos, que contribuíram para melhorias nos indicadores econômicos do país.
Hoje, a equipe econômica do governo se prepara para a transição, com Dario Durigan consolidando sua atuação como próximo líder do Ministério da Fazenda, mantendo o foco na continuidade das políticas fiscais e na articulação institucional do governo federal.
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