março 31, 2026
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31/03/2026

Lula critica guerra no Irã e anuncia subsídio para conter alta do diesel

Luiz Inácio Lula da Silva reiterou nesta terça-feira sua crítica à guerra no Irã e ao impacto do conflito nos preços internacionais do petróleo, especialmente no valor do diesel no Brasil. O presidente destacou que o país, que importa aproximadamente 30% de seu consumo de combustíveis, está adotando medidas para conter a alta dos preços e evitar uma escalada que possa afetar a inflação.

Durante um evento em São Paulo comemorativo ao 21º aniversário do Programa Universidade Para Todos (Prouni) e aos 14 anos da Lei de Cotas Raciais, Lula afirmou que o governo tem se esforçado para evitar reajustes no valor do diesel. Segundo o presidente, embora o governo anterior tenha vendido a distribuidora BR Distribuidora, a manutenção de preços baixos tem sido dificultada por atravessadores que impedem que as reduções da Petrobras cheguem ao consumidor final. Ele garantiu que a fiscalização vem sendo intensificada por órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público para assegurar o controle.

Lula também atribuiu o aumento do preço do combustível à guerra na região, enfatizando que o conflito não é uma questão brasileira, e que o país não deve ser vítima das disputas globais. O presidente apontou que o cenário político internacional, marcado por ações dos Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia — os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU —, influencia diretamente os custos do petróleo, com destaque às consequências de bloqueios na Venezuela, Cuba e Irã. Ele afirmou que a elevação do preço da gasolina repercute em itens básicos de consumo, como alimentos e produtos de higiene, alertando para a necessidade de uma postura mais responsável por parte dessas potências.

No âmbito nacional, o governo prepara uma medida provisória para subsidiar o diesel importado com um desconto de R$ 1,20 por litro, numa iniciativa que visa frear a escalada de preços e evitar desabastecimento. A proposta, aguardada para publicação ainda nesta semana, estabelecerá um custo total de R$ 3 bilhões, dividido igualmente entre União e estados, com um aporte de R$ 0,60 por litro de cada parte.

Desde o início do conflito militar no Irã, ocorrido há aproximadamente dois meses após ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel, o preço do petróleo aumentou cerca de 50%. Especialistas alertam para riscos ambientais e climáticos decorrentes da escalada do conflito, que ocorre em uma das principais regiões produtoras mundiais de petróleo, tendo o Irã como um dos focos de tensão devido às ameaças de invasões militares por parte dos Estados Unidos. A situação permanece sem uma perspectiva clara de resolução do conflito.


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