maio 20, 2026
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20/05/2026

Maior risco de endividamento no cartão de crédito está no uso de pagamento parcial e rotativo

Milhões de brasileiros utilizam cartões de crédito diariamente, mas uma prática comum pode elevar significativamente os custos e prejudicar a saúde financeira sem que o consumidor perceba.

Um erro frequente está no uso do crédito rotativo ou no pagamento parcial da fatura, que pode gerar uma dívida crescente devido à aplicação de juros elevados. Ao pagar apenas uma parte do valor total, o restante é transferido para o crédito rotativo, onde juros podem ultrapassar 10% ao mês, chegando a mais de 300% ao ano, dependendo das condições.

Esse procedimento faz com que a dívida aumente rapidamente, tornando difícil o controle do orçamento. Mesmo com uma tentativa de pagar um valor mínimo, juros acumulados elevam o montante devido, e a dívida pode se ampliar exponencialmente ao longo dos meses. Em uma simulação, uma dívida inicial de R$ 2.000, ao ser paga parcialmente e com juros médios de 10%, pode ultrapassar R$ 2.600 em cerca de seis meses, sem contar novas despesas.

Outro fator de risco é o parcelamento excessivo. Apesar de parecer uma alternativa viável para dividir pagamentos, esse procedimento pode comprometer a renda futura e reduzir o limite disponível, dificultando o manejo financeiro. Quando múltiplas parcelas se acumulam, o limite do cartão costuma esgotar rapidamente, o que obriga o usuário a dividir recursos por várias dívidas pequenas que dificultam a manutenção do controle financeiro.

Mesmo cientes dessas recomendações, muitos consumidores deixam de acompanhar detalhadamente suas faturas, concentrando-se apenas no valor mínimo ou subestimando os juros, o que potencializa o crescimento silencioso das dívidas.

Para evitar o acúmulo de custos desnecessários, especialistas apontam a importância de pagar integralmente a fatura sempre que possível, evitar o uso do crédito rotativo e o parcelamento frequente sem planejamento, além de monitorar os gastos em tempo real. Essas práticas simples podem evitar gastos excessivos e promover maior controle financeiro.

Utilizar quase toda a linha de crédito disponível também apresenta riscos. Quando a pessoa utiliza quase todo o limite de R$ 3.000, por exemplo, a fatura tende a ficar alta, o limite zerado e qualquer imprevisto pode gerar insuficiência de recursos. Caso não seja possível pagar o valor total, parte da dívida é transferida para o crédito rotativo, onde os juros aceleram o crescimento da dívida e restringem o acesso ao crédito futuro.

Em resumo, a adoção de hábitos responsáveis no uso do cartão de crédito contribui para a redução de despesas mensais, preservação da renda, diminuição do endividamento e uma gestão financeira mais equilibrada. Ao manter disciplina e atenção ao consumo, o usuário evita surpresas desagradáveis e garante maior liberdade financeira.


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