Durante o mês de conscientização do Março Azul-Marinho, o Rio de Janeiro reforça a necessidade de atenção à prevalência do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. Dados indicam que a doença afeta aproximadamente 6.520 pessoas anualmente no estado, com cerca de 3.020 casos em homens e 3.500 em mulheres, configurando-se entre as maiores incidências do país.
Essa neoplasia, que acomete o intestino grosso e o região do reto, atualmente ocupa o terceiro lugar entre os tipos de câncer mais comuns no Brasil. Apesar dos números elevados, os especialistas ressaltam que muitos casos podem ser evitados ou diagnosticados precocemente por meio de mudanças no estilo de vida e exames preventivos adequados.
De acordo com o coloproctologista Ithalo Medeiros, fatores relacionados aos hábitos diários possuem impacto direto no desenvolvimento da enfermidade. Entre as ações recomendadas estão a adoção de uma alimentação rica em fibras, controle do consumo de carnes vermelhas e processadas, prática regular de atividade física e manutenção do peso corporal adequado.
A colonoscopia é apontada como o principal exame para a detecção precoce de lesões, possibilitando identificar pólipos ou alterações em fases iniciais. Quando detectados a tempo, esses fatores podem ser tratados ou removidos, evitando a progressão do câncer e aumentando as chances de cura.
A atenção aos sinais que indicam alterações no funcionamento intestinal também é considerada crucial. Sintomas como sangue nas fezes, mudanças persistentes nos hábitos intestinais, dores frequentes na região ou perda de peso sem motivo aparente devem ser investigados por um profissional de saúde.
A especialista Paula Conceição destaca a importância de ampliar a discussão sobre a doença, especialmente porque o câncer colorretal costuma evoluir silenciosamente nas suas fases iniciais. A conscientização é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico precoce, que pode fazer a diferença no tratamento e na sobrevivência dos pacientes.
Práticas cotidianas simples, como o consumo de frutas, verduras, legumes e grãos integrais, além da prática constante de atividade física, são considerados fatores que colaboram para reduzir o risco de desenvolver a doença. Além disso, evitar comportamentos de risco, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o aumento de peso, também são estratégias recomendadas pelos especialistas.
Geralmente, o rastreamento do câncer colorretal é indicado para indivíduos a partir dos 45 ou 50 anos, embora possa ser iniciado mais cedo em casos de histórico familiar ou outros fatores de risco. A recomendação é que a decisão sobre início e periodicidade dos exames seja orientada por uma avaliação médica individualizada, considerando as particularidades de cada paciente.
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