março 17, 2026
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17/03/2026

Março Azul-Marinho reforça importância do rastreamento para câncer colorretal no Brasil

Março marca a realização da campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, conhecido também como câncer de intestino. A iniciativa visa disseminar informações referentes à prevenção, diagnóstico precoce e fatores de risco dessa doença, que atualmente se destaca entre as mais comuns no Brasil.

Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o país pode chegar a registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Estimativas apontam que aproximadamente 53,8 mil desses diagnósticos envolverão o câncer colorretal, que inclui tumores no cólon e reto, na mesma ocasião. Essa projeção reforça a posição do câncer de intestino entre as principais causas de morte por câncer no território nacional, tendo atualmente uma alta incidência na população, ao lado de doenças cardiovasculares.

Segundo o oncologista Jorge Abissamra, o desenvolvimento da doença costuma iniciar-se em pequenas lesões benignas conhecidas como pólipos. Essas lesions crescem na parede do intestino e, com o tempo, algumas podem sofrer alterações genéticas que levam à formação de tumores malignos. Por isso, a identificação e remoção de pólipos em fase inicial são essenciais para prevenir o avanço do câncer. O especialista também destaca que fatores estilos de vida modernos contribuem para o aumento dos casos, incluindo alimentação pobre em fibras, sedentarismo, obesidade e envelhecimento populacional.

Nos estágios iniciais, os sintomas do câncer colorretal podem ser ausentes, o que torna o exame de rastreamento fundamental. Quando presentes, sinais como sangue nas fezes, mudanças persistentes nos hábitos intestinais, fezes mais finas, dor abdominal, sensação de evacuação incompleta, anemia, perda de peso inexplicada e cansaço podem indicar a necessidade de avaliação médica. Caso esses sintomas persistam por mais de duas semanas, a orientação é procurar atendimento especializado.

Para detectar a doença, diversos exames podem ser recomendados, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, testes imunológicos, colonografia por tomografia e colonoscopia — este último considerado o procedimento mais completo, uma vez que permite visualização de todo o intestino e remoção de pólipos durante o exame. A prática de manter hábitos saudáveis, incluindo controle de peso, atividade física regular, consumo de fibras, frutas e verduras, além da redução do tabagismo, álcool e carnes processadas, também ajuda a diminuir o risco de desenvolvimento do câncer.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal apresenta altas taxas de cura, superiores a 90%, especialmente com início rápido do tratamento. Nesse contexto, campanhas de conscientização como o Março Azul-Marinho desempenham papel importante ao incentivar a população a buscar exames preventivos e informações de saúde, contribuindo para a redução da mortalidade pela doença.


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