Após as eleições municipais de 2026, o cenário político de Maricá sofreu mudanças significativas. O ex-candidato à prefeitura e deputado estadual Fabinho Sapo, que vinha adotando postura de oposição e criticando o atual gestor Washington Quaquá, passou a sinalizar uma possível reavaliação de sua estratégia política. Essa mudança ocorre em meio ao rearranjo na base de apoio do prefeito, após o rompimento com o presidente da Câmara Municipal, Aldair de Linda.
Na disputa de domingo pelo cargo de deputado estadual, Fabinho Sapo não foi eleito, obtendo 4.718 votos em todo o estado, sendo 4.068 em Maricá. Sua votação na cidade, onde conquistou 27.755 votos na eleição municipal do ano anterior, demonstra uma queda considerável. Em entrevista online, o ex-candidato refletiu sobre o impacto que suas posições de confronto com Quaquá tiveram na campanha, admitindo a necessidade de uma avaliação de sua postura.
O posicionamento de Fabinho coincide com o apagamento de alianças de Quaquá, que reestrutura sua base após o afastamento do aliado de longa data, Aldair de Linda, presidente da Câmara. Na semana passada, Aldair declarou que não faz mais parte do grupo governista, afirmando que sua lealdade agora é com a população de Maricá. O desligamento ocorreu após divergências relacionadas às candidaturas de seus filhos e outros aliados às deputações estaduais.
Simultaneamente, o Governo municipal vem promovendo mudanças internas, incluindo a nomeação de Celso Pansera para a chefia de gabinete, sucedendo Dayrlene Costa, vinculada ao grupo de Aldair de Linda. Essas ações reforçam o movimento de reorganização política em andamento na cidade.
Nos bastidores, informações apontam para possíveis aproximações entre Fabinho Sapo e o núcleo ligado a Quaquá, embora não haja confirmação de negociações oficiais ou convites para cargos públicos. A conjuntura indica uma mudança de postura por parte de Fabinho, que até então tinha se posicionado como opositor ao governo municipal, e sugere uma potencial nova fase de alianças políticas na cidade.
O futuro dessas movimentações depende de manifestações públicas e de desdobramentos nos próximos dias, especialmente acerca de uma eventual reconciliação entre os atores políticos anteriormente rivais, que atualmente mantêm uma relação ainda incerta.
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