abril 1, 2026
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01/04/2026

Mentirosas do bem e inaceitáveis: como São Gonçalo encara o Dia da Mentira

No dia 1º de abril, celebra-se mundialmente o Dia da Mentira, data marcada tradicionalmente por trotes e provocações leves. No entanto, a percepção sobre o impacto da falsidade varia entre as pessoas, indo desde a aceitação de certos tipos de mentira até a condenação de outras formas de engano.

Em entrevistas realizadas na cidade de São Gonçalo, moradores destacaram diferentes visões sobre o tema. Para alguns, pequenas omissões podem ser justificadas, sobretudo quando visam evitar conflitos ou proteger sentimentos. Como exemplo, citaram casos em que se afirma estar em trânsito ou ocupada para não precisar recorrer a explicações detalhadas.

Por outro lado, há consenso de que certos enganos são considerados inaceitáveis, como a traição em relacionamentos ou entre amigos. Essa conduta costuma ser vista como uma mentira que viola a confiança, sendo repudiada pelos entrevistados. Além disso, há quem reconheça a distinção entre mentiras maliciosas e aquelas vistas como “do bem”, usadas para proteger alguém de dores maiores ou evitar conflitos desnecessários. Nesse sentido, exemplos citados incluem omissões para não magoar ou justificativas que evitam desgastes emocionais.

A origem do Dia da Mentira remonta à Europa do século XVI, chegando ao Brasil em 1828, após a publicação de uma falsa notícia sobre a morte de Dom Pedro I em um jornal mineiro, no dia 1º de abril. Desde então, a data é marcada por brincadeiras leves, apesar do debate contínuo sobre os limites éticos do engano na convivência social. No momento, o tema continua a suscitar reflexões e ações na cidade, sem previsão de mudanças nas tradições ou na percepção pública.


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