Na quarta-feira (1º), o Ministério da Saúde confirmou um caso de sarampo no Rio de Janeiro, envolvendo uma mulher de 22 anos sem histórico de vacinação. A paciente trabalha em um hotel na cidade. Após a notificação, a pasta informou que medidas urgentes foram adotadas, incluindo investigação epidemiológica, ações de vacinação de bloqueio e monitoramento na região afetada.
O Ministério revelou que a mulher não possuía registro vacinal e, assim que o caso foi confirmado, procedimentos emergenciais foram implementados para prevenir a propagação do vírus. Essas ações incluem vacinação na residência da paciente, no local de trabalho e no serviço de saúde que atendeu a mulher, além de uma varredura na área para detectar possíveis novos casos. O órgão destacou que o acompanhamento da investigação acontece em colaboração com as secretarias municipais e estaduais de Saúde.
Este episódio marca o segundo registro oficial de sarampo no Brasil em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo, no início de março, envolvendo uma criança de 6 meses que teve contato com a Bolívia. Na ocasião, foram administradas mais de 600 doses de vacina na região de residência da criança, com ações de bloqueio vacinal implantadas prontamente. O país continua sem circulação endêmica do vírus, apesar da perda do certificado regional para as Américas, decisão motivada por surtos em outros países da região, como Estados Unidos, Canadá e México. No ano passado, todos os 38 casos importados tiveram a transmissão interrompida, graças a estratégias que combinaram vigilância, vacinação e bloqueios, reconhecimento oficial em nível regional.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, que impactou significativamente a mortalidade infantil globalmente. Apesar do avanço na imunização, o vírus ainda preocupa em áreas com baixa cobertura vacinal. Sua transmissão ocorre por vias aéreas e é capaz de infectar até 90% das pessoas não imunizadas próximas. O período de transmissibilidade é de seis dias antes até quatro dias após o surgimento das manchas na pele, que são o sintoma mais característico, acompanhado de coceira intensa. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a expansão do vírus.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



