O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (1º) a ocorrência de um caso de sarampo na cidade do Rio de Janeiro. A paciente, uma mulher de 22 anos que trabalha em um hotel na capital, não possuía registro de vacinação contra a doença.
Após a notificação, foram imediatamente ativados protocolos de resposta. Procedimentos de investigação epidemiológica foram conduzidos, incluindo a aplicação de vacinas de bloqueio tanto na residência quanto no ambiente de trabalho da paciente, além de ações em unidades de saúde que ela frequentou. Uma inspeção detalhada na área ao redor está sendo realizada para identificar possíveis novos casos.
O órgão comunicou ainda que a investigação está sendo conduzida em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde. O Ministério da Saúde acompanha o andamento do caso com prioridade, visando evitar a expansão do surto.
Este é o segundo registro de sarampo no Brasil em 2026. O primeiro ocorreu em março, na Zona Norte de São Paulo, em uma criança de seis meses, que havia retornado de La Paz, na Bolívia, país com surto ativo da doença. Na ocasião, uma ação de bloqueio vacinal foi implementada na região, onde já haviam sido aplicadas mais de 600 doses entre janeiro e fevereiro.
Apesar dessas ocorrências, o Ministério da Saúde assegura que o Brasil permanece com status de país livre de circulação endêmica do sarampo, mantendo suas condições, mesmo após a perda do certificado regional das Américas. A pasta destacou que, em 2025, conseguiu interromper a transmissão de 38 casos importados por meio de estratégias de resposta rápida reconhecidas pela Organização Pan-Americana da Saúde.
O sarampo é uma doença altamente transmissível, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil global. A doença representa um desafio contínuo para a saúde pública, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outros vírus, mas incluem manchas avermelhadas na pele e coceira intensa.
A transmissão ocorre pelo ar, por meio de tosse, espirros e fala, sendo capaz de atingir até 90% das pessoas não imunizadas na proximidade de um indivíduo infectado. O período de contagio abrange seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das manchas. Caso não seja controlada, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como pneumonia, encefalite, cegueira, surdez e diarreia severa, que podem resultar em complicações de longo prazo ou morte.
A vacina tríplice viral representa a principal medida de prevenção eficaz contra o sarampo. A recomendação do Ministério da Saúde é que responsáveis e adultos que tenham dúvidas sobre o histórico vacinal procurem unidades de saúde para garantir a imunização.
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