abril 18, 2026
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18/04/2026

Ministério da Saúde investe R$ 12 milhões no combate à doença de Chagas em 17 estados brasileiros

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (15) um aporte de R$ 12 milhões destinado ao enfrentamento e controle da doença de Chagas em território nacional. Os recursos serão distribuídos por 17 estados, com foco na ampliação da vigilância em 155 municípios considerados prioritários.

A iniciativa visa reforçar ações em regiões com altos índices de vulnerabilidade social e risco de transmissão, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste. Dados recentes indicam que, em 2024, aproximadamente 3.750 mortes foram relacionadas à doença. Além disso, projeções preliminares para 2025 apontam para mais de 8 mil casos de crônicos registrados nos estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás.

A transmissão da doença de Chagas ocorre, principalmente, pelo inseto conhecido como barbeiro. Este transmite o parasita através de fezes ou alimentos contaminados. Existem diversas formas de transmissão, incluindo a vetorial, via contato das fezes do inseto com feridas ou mucosas; a oral, pelo consumo de alimentos ou bebidas contaminadas; a vertical, de mãe infectada para o bebê durante a gestação ou parto; transfusional ou por transplante, por sangue ou órgãos infectados; e por contato acidental, frequentemente em laboratórios ou na manipulação de animais silvestres.

Sintomas comuns incluem febre por mais de uma semana, dores de cabeça, fraqueza severa, inchaço facial e nas pernas, além de feridas parecidas com furúnculos no local de entrada do parasita. Caso não tratada, a doença pode evoluir para complicações cardíacas, como insuficiência, e problemas digestivos, incluindo aumento do intestino (megacólon) e do esôfago (megaesôfago).

O Ministério da Saúde reforça que a adoção de medidas preventivas é fundamental para evitar a propagação. Recomenda-se o uso de telas em portas e janelas ou mosquiteiros para impedir a entrada do inseto em ambientes residenciais, além do uso de repelentes e roupas de manga longa, especialmente à noite e em áreas de mata.

No que se refere à alimentação, orienta-se a higiene rigorosa ao lavar frutas, verduras e legumes com água potável, além de verificar os alimentos antes de processamento. A manutenção de ambientes de preparo limpos, armazenamento de alimentos em recipientes fechados e o treinamento de profissionais que manipulam alimentos também são considerados ações importantes.

Atualmente, as autoridades aguardam a implementação das ações previstas e a continuidade no monitoramento da situação.


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