junho 8, 2026
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08/06/2026

Ministério da Saúde suspende temporariamente vacina contra dengue do Butantan após casos graves e investiga causas

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, após identificação de casos clínicos graves que estão sendo avaliados por especialistas. A medida é preventiva e não indica que o imunizante seja considerado inseguro, segundo a própria pasta.

Desde que o país iniciou a aplicação do imunizante, mais de 500 mil doses já foram distribuídas, das quais 42 apresentaram sintomas considerados mais graves após a vacinação. Três pacientes precisaram de internação e duas vieram a falecer. O ministro Alexandre Padilha destacou que ainda não há comprovação de causalidade entre os eventos adversos e a vacina. A decisão visa a uma análise mais aprofundada dos casos, enquanto as investigações continuam.

Pessoas que receberam a dose recentemente estão sob monitoramento especial e continuam protegidas, de acordo com orientações do governo. Para quem apresenta sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos frequentes, sangramentos, tontura, sinais de desidratação, sonolência excessiva ou deterioração rápida do estado geral, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Esses sintomas serão acompanhados dentro do programa de monitoramento criado após a suspensão.

A eficácia do imunizante, conforme divulgado pelo Instituto Butantan, permanece válida. Dados apontam uma eficácia geral de aproximadamente 80% e proteção de até 89% contra formas graves da doença, reforçando que a suspensão não compromete os resultados dos estudos clínicos.

No momento, não há registros de aplicação da vacina do Butantan na rede pública de Niterói. A medida de interrupção não afeta a vacina Qdenga, produzida pela Takeda, que é utilizada em diferentes estratégias de imunização pelo Sistema Único de Saúde. A dengue continua sendo uma preocupação na saúde pública do estado do Rio de Janeiro, especialmente durante momentos de maior circulação do mosquito Aedes aegypti.

Um comité integrado por representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e do Instituto Butantan está responsável por analisar os casos considerados mais graves. O grupo investigará aspectos como o histórico de saúde dos pacientes, condições preexistentes, possíveis erros na administração da vacina, qualidade dos lotes e outras possíveis causas. A vacinação com o imunizante do Butantan permanecerá suspensa até que a investigação seja concluída. A estratégia poderá ser retomada caso as análises confirmem que a vacina é segura.


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