abril 28, 2026
abril 28, 2026
28/04/2026

Ministério Público acompanha investigação de morte de empresário vítima de tiros na Pavuna

Após a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro assumiu oficialmente a condução das investigações. Daniel foi vítima de uma abordagem policial na Pavuna, na Zona Norte da cidade, na madrugada do dia 21, durante a qual seu veículo foi atingido por aproximadamente 23 disparos de arma de fogo.

O acompanhamento do caso é realizado pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público, órgão responsável por monitorar ocorrências relacionadas a mortes envolvendo agentes do Estado. Essa ação segue as diretrizes da chamada “ADPF das Favelas”, que determina a supervisão de situações similares, sobretudo quando há suspeitas de uso excessivo da força ou falhas no procedimento policial.

Testemunhas afirmam que Daniel estava acompanhado de dois amigos no momento do episódio. Segundo relatos, os policiais militares que efetuaram os disparos tentaram comunicar ao motorista que seu veículo não apresentava perigo, piscando os faróis, mas os disparos continuaram, resultando na morte do empresário. As investigações ainda buscam esclarecer as circunstâncias exatas do acontecido, incluindo a avaliação da conduta policial, se houve excesso na utilização da força e a responsabilização dos envolvidos.

Dois policiais militares, um sargento e um cabo, foram presos em flagrante pelo homicídio doloso, com a acusação de intenção de matar. Após a audiência de custódia, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva dos agentes.

O caso também tem chamado a atenção da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Representantes do colegiado dialogaram com a viúva de Daniel e solicitaram esclarecimentos acerca da ação policial, incluindo a possibilidade de análise de gravações de câmeras corporais utilizadas pelos agentes.

A presidente da comissão destacou a preocupação com possíveis indícios de uso desproporcional de força e violações de protocolo. Segundo ela, há uma trajetória de episódios similares, incluindo a morte da médica Andrea Marins no mês anterior, reforçando a necessidade de apurações rigorosas. As investigações continuam em andamento para esclarecer todos os aspectos do caso.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad