O Ministério Público de Santa Catarina solicitou à Justiça o arquivamento do processo relacionado à morte do cão comunitário Orelha, concluindo que o animal não foi vítima de agressões por parte de adolescentes, como se supunha inicialmente. Segundo a promotoria, o estado de saúde do animal já era grave antes dos acontecimentos investigados.
Após análise de aproximadamente 2 mil documentos, incluindo laudos, vídeos e imagens, o MP constatou que os jovens apontados pela Polícia Civil não estavam presentes na mesma localidade na data do suposto episódio de violência. A investigação revelou inconsistências na cronologia apresentada pelos policiais, especialmente na narrativa de que um dos adolescentes teria passado mais de 40 minutos sozinho com Orelha na praia.
A avaliação do material coletado indicou que não há elementos em registros suficientes para comprovar que o animal foi agredido pelos menores. Além disso, a Polícia Científica do estado confirmou que as imagens utilizadas na acusação mostram Orelha em local e horário diferentes, sob luminosidade distinta, afastando qualquer relação direta com uma agressão.
A promotoria também destacou que as investigações foram influenciadas por boatos e especulações promovidos na vizinhança do animal e nas redes sociais, o que teria comprometido a peritagem. De acordo com o MP, as imagens demonstram que Orelha mantinha plena mobilidade e normalidade no deslocamento cerca de uma hora após o horário considerado como possível momento da suposta agressão, reforçando a ausência de ferimentos recentes decorrentes de violência.
Por ora, o caso está encerrado, aguardando o trâmite final da Justiça.
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