maio 14, 2026
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14/05/2026

Ministério Público denuncia médicos por venda e aplicação irregular de Mounjaro na saúde pública de Nova Iguaçu

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou um médico e uma funcionária pública por envolvimento em esquema de venda e aplicação irregular do medicamento Mounjaro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Patrícia Marinho, localizada no bairro Jardim Guandu, em Nova Iguaçu. A Justiça determinou o afastamento imediato de ambos dos cargos municipais com base nos indícios de que o procedimento era realizado mediante pagamento direto na unidade de saúde.

As investigações tiveram início após denúncia anônima apontando a oferta do medicamento em troca de valores dentro da unidade. O Grupo de Apoio aos Promotores do NIP Nova Iguaçu (GAP/MPRJ) confirmou que pacientes eram conduzidos ao tratamento clandestino durante o horário de funcionamento da UPA.

Na última quinta-feira, a Secretaria de Segurança e Inteligência do Ministério Público cumpriu três mandados de busca e apreensão na própria unidade e em residências ligadas aos investigados, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. Segundo o órgão ministerial, uma servidora fazia o primeiro atendimento, intermediando o contato entre os pacientes e o médico envolvido. Este, por sua vez, realizava consultas e aplicava o medicamento sem a realização de exames prévios ou seguir protocolos médicos corretos.

As apurações indicam que cada aplicação tinha custo de aproximadamente R$ 150, pagos em dinheiro ou via PIX, diretamente ao profissional. O medicamento era armazenado em ampolas e administrado através de seringas, sem identificação de origem, registro sanitário ou autorização pela agência reguladora. O caso continua sob investigação, com o objetivo de identificar possíveis outros envolvidos e determinar a extensão da prática ilícita na rede municipal de saúde de Nova Iguaçu.


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