Na manhã desta segunda-feira, Monique Medeiros se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, localizada em Bangu, entregando-se às autoridades. Ela é acusada pelo homicídio do filho, Henry Borel, ocorrido em 2021. A mudança no procedimento ocorreu após uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou sua reintegração ao cárcere na última sexta-feira.
A decisão de Monique de se entregar ao policial foi consequência de um recurso que ela apresentou, que foi rejeitado pelo STF e manteve a sua prisão preventiva. Este episódio ocorre no contexto de um julgamento realizado em março, durante o qual ela e Jairinho, padrasto de Henry, foram considerados réus. No entanto, o julgamento foi suspenso após a saída da defesa de Jairinho do Tribunal do Júri. A previsão é de que o novo momento processual ocorra em 25 de maio, conforme decisão da juíza Elizabeth Machado Louro.
Na ocasião, a magistrada ressaltou que a tentativa de Jairinho de interromper o procedimento judicial foi considerada irregular, em desacordo com orientações do STF. Henry Borel tinha 4 anos e apresentava sinais de agressão quando foi vítima do crime em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Na época, Jairinho era vereador na cidade, e ambos, ele e Monique, foram presos cerca de um mês após a morte da criança. Monique foi liberada em 2022, mas voltou a ficar detida após decisão do STF em 2023. Sua situação atual ainda depende de futuras etapas do processo judicial.
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