outubro 11, 2026
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11/10/2026

Morador denuncia 4 anos de barulho de igreja e sofre agressão por guarda municipal

Um residente de Balneário Camboriú, que denunciou repeatedly o excesso de ruído vindo de uma igreja evangélica na cidade, apresentou ao menos 17 registros de ocorrências policiais relacionados ao volume do som do templo. O indivíduo afirma que a situação perdura há quatro anos e tem prejudicado sua convivência, especialmente devido ao impacto no bem-estar de seu filho autista de nove anos.

No dia 18 de maio, um episódio de agressão envolvendo um guarda municipal, enquanto este assistia a um culto no local, foi flagrado por câmeras de segurança. Na ocasião, o morador tentou dialogar com o agente sobre o volume do som. Um vídeo revela que, após a discussão, o guarda desferiu socos contra o residente, que foi posteriormente atendido por pessoas na igreja, que o afastaram do local. A instituição religiosa repudiou a ação policial e afirmou ter atendido às determinações judiciais relativas ao controle do volume de som da igreja.

A Guarda Municipal abriu procedimento interno para apurar o incidente, e o servidor envolvido foi afastado das atividades de rua, permanecendo em funções administrativas. O homem não teve o nome divulgado.

Tiago Alves relatou residir próximo ao templo desde há duas décadas e que, ao longo deste período, as denúncias realizadas tiveram respaldo judicial. Em 2024, o Ministério Público recebeu uma denúncia contra o templo devido à poluição sonora, e foi determinada uma medida cautelar de instalação de isolamento acústico — a qual, segundo o processo, a própria igreja implementou. Após perícia, constatou-se que os níveis de ruído estavam dentro dos limites legais.

No início de 2025, uma fiscalização revelou que, fora do horário de culto, o som do templo ultrapassava os limites permitidos pela legislação, atingindo uma média de 60 decibéis. A prefeitura confirmou que, na ocasião, a medição foi feita durante o período de culto, indicando que a diferença entre o volume durante o evento e o ruído de fundo na rua era curta.

Até o momento, o caso segue sob análise, sem novas informações sobre desdobramentos finais.


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