Moradores do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, têm registrado queixas sobre irregularidades nas operações de voos de helicópteros na região. Segundo relato divulgado por uma coluna de jornalismo, as atividades de aeronaves continuam a ocorrer em desacordo com as regras estabelecidas por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2024 com o Ministério Público Federal (MPF). O acordo regula os voos na área, visando minimizar o impacto do barulho na zona turística e de preservação.
A denúncia inclui moradores de bairros vizinhos, como Lagoa, Humaitá, Cosme Velho, Urca e Joá, que convivem há anos com o excesso de ruído causado pelos helicópteros, especialmente em dias de céu limpo, feriados e eventos na cidade. Um residente do alto do Jardim Botânico relata aumento na frequência dos voos, especialmente ao final da tarde, período considerado de maior movimento. Ele destaca que a região, tradicionalmente voltada para o lazer e a contemplação natural, vem sendo afetada pelo barulho contínuo das aeronaves.
O TAC elaborado entre empresas de turismo aéreo e o MPF impõe limitações às operações de sobrevoo na área. Entre as restrições, estão a definição de alturas mínimas e máximas, limites de proximidade da costa e rotas específicas de navegação. Além disso, a forma de voo conhecida como “fila indiana”, o voo estacionário e o sobrevoo direto acima do Cristo Redentor estão proibidos por decisão do documento. As aeronaves devem manter distância entre 600 e 800 metros do monumento.
Apesar dessas medidas, as denúncias de moradores indicam que as regras não têm sido observadas de forma integral. Os principais problemas apontados são o número excessivo de voos e o ruído persistente, que interferem na rotina de quem vive na área e prejudicam a tranquilidade do patrimônio natural e turístico. Em resposta, os residentes e associações localizadas na região avaliam recorrer novamente à Justiça para garantir o cumprimento do TAC e a redução dos impactos sonoros.
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