Moradores do Condomínio Jardim das Paineiras, em Niterói, enfrentam problemas frequentes de interrupção no fornecimento de energia elétrica, o que tem causado preocupação especialmente por afetar uma adolescente de 14 anos que depende de equipamentos hospitalares. A situação tem ocorrido desde a mudança da família, em março, e incluindo quedas que ocorrem especialmente no Bloco 7, mas também atingem outros setores do condomínio.
Essas interrupções ocorrem várias vezes por noite, com desligamentos e religamentos curtos, muitas vezes obrigando os moradores a reiniciar o disjuntor geral. Segundo relatos, ao menos uma vez um equipamento utilizado pela jovem foi danificado devido às oscilações de energia. A adolescente recebe atendimento domiciliar 24 horas, incluindo ventilação mecânica, oxímetro e aspirador, recursos essenciais para sua saúde.
Durante eventos de ventania, o condomínio ficou mais de sete horas sem energia, agravando a preocupação por possíveis riscos à saúde da jovem. O cadastro da família como cliente vital da concessionária de energia não tem se traduzido em providências concretas durante as falhas. A responsável pela residência afirma que, ao solicitar geradores para garantir o funcionamento dos equipamentos, a empresa nunca os enviou, mesmo após as promessas feitas pelos atendentes.
Além dos problemas no bloco, há relatos de falhas no fornecimento que atingem todo o condomínio. Técnicos da Enel, responsáveis pelo abastecimento na região, visitaram o local após protocolos de moradores e apontaram problemas na instalação elétrica, envolvendo o disjuntor e o cabeamento. No entanto, não houve emissão de relatório formal por parte da concessionária, e a moradora afirma que ainda aguarda uma solução definitiva, além de manter contatos constantes com a construtora responsável pelo condomínio.
Um laudo técnico particular realizado na residência identificou que a combinação de aparelhos de alta demanda, como ar-condicionado e chuveiro elétrico, provoca o desligamento do disjuntor geral. A avaliação também apontou que a capacidade de condução dos cabos atuais é inadequada para a carga instalada, aumentando o risco de sobrecargas, desgaste dos componentes de proteção e possível desconexão repetida, o que pode comprometer tanto os equipamentos quanto a segurança do sistema elétrico.
A situação permanece sem uma resolução definitiva. A Enel afirmou que enviará uma equipe ao local até o dia 14 para realizar uma vistoria na rede elétrica, mas não esclareceu se a instalação foi aprovada pela concessionária ou se há responsabilidade da construtora pelas condições atuais. A responsabilidade pela manutenção e gestão do condomínio, incluindo possíveis melhorias na instalação elétrica, ainda não foi definida, e o condomínio atualmente não dispõe de uma administração formal, sem um síndico ativo.
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