Moradores de Copacabana e representantes da sociedade civil protestam contra a possível desativação do 5º Juizado Especial Cível, localizado na Rua Siqueira Campos, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um abaixo-assinado foi lançado com a intenção de preservar a unidade, que atende uma grande quantidade de pessoas na região.
A solicitação de manutenção do serviço surgiu após a proposta de convertê-lo em uma unidade fazendária. Em resposta, a Associação de Moradores de Copacabana (Amacopa) enviou ofícios ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pedindo a revisão dessa alteração.
A entidade argumenta que a presença do juizado é crucial para garantir o acesso à Justiça, principalmente considerando o perfil demográfico do bairro. Copacabana possui uma significativa parcela de idosos, sendo estimado que mais de 30% de seus moradores, aproximadamente 42 mil pessoas, estejam nessa faixa etária.
A mobilização destaca que a localização do juizado é vital para esse público, pois a sua desativação obrigaria os usuários a recorrerem a unidades em outras regiões do município. Essa mudança poderia dificultar o acesso de idosos, pessoas com deficiência e indivíduos com mobilidade reduzida aos serviços essenciais.
Atualmente, o movimento busca sensibilizar as autoridades sobre a relevância do 5º Juizado Especial Cível para a comunidade local, evidenciando seu papel no fortalecimento do acesso à Justiça na área. O presidente da Amacopa reforça a importância de continuar com a unidade, considerando os investimentos realizados na sua instalação e reforma, além de seu atendimento aos moradores e advogados da Zona Sul. Segundo Tony Teixeira, a associação tem empenhado esforços junto a deputados e vereadores para convencer o presidente do tribunal a reverter a decisão de extinção, ressaltando a vulnerabilidade de quem enfrenta dificuldades de locomoção, principalmente idosos de Copacabana.
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