março 27, 2026
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27/03/2026

Moraes autoriza prisão domiciliar a Bolsonaro devido à recuperação de pneumonia

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital DF Star na manhã desta sexta-feira e retornou a sua residência em Brasília, onde deverá cumprir uma prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias. A decisão foi tomada considerando seu estado de saúde atual, autorizando o uso de tornozeleira eletrônica e a adoção de restrições durante a recuperação.

Após uma internação de dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Bolsonaro foi transferido para o quarto na última segunda-feira. Ele permaneceu hospitalizado desde 13 de março, quando foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Sua saída ocorreu por volta das 10h, em um veículo sem distintivos ou escolta policial. Michele Bolsonaro, ex-primeira-dama, também deixou o hospital pouco antes, em seu próprio carro.

Chegando ao condomínio no bairro Jardim Botânico, na capital federal, o ex-presidente fez uma breve aparição no jardim vestindo um colete à prova de balas. A residência foi escolhida como local para o cumprimento da medida de segurança e recuperação, respaldada pela avaliação médica e pela Procuradoria-Geral da República, que sugeriram que o ambiente domiciliar é o mais adequado devido ao tempo de recuperação esperado.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi baseada na necessidade de garantir um ambiente propício à total recuperação dos pulmões, que pode levar de 45 a 90 dias. O magistrado destacou que, apesar de a residência receber monitoramento médico três vezes ao dia, o ambiente na 19ª Batalhão da Polícia Militar, onde Bolsonaro cumpria a condenação, também era considerado suficiente e eficaz.

Sob o regime de prisão domiciliar, Bolsonaro terá que seguir várias regras, incluindo o uso obrigatório da tornozeleira eletrônica para monitoramento contínuo. Está vetado seu acesso a qualquer forma de comunicação, como smartphones e computadores, bem como a realização de postagens, gravações de vídeos ou áudios em redes sociais. Após o término do período de 90 dias, uma perícia médica determinará se será possível manter a prisão domiciliar ou se a condição de saúde requerer alterações no regime de cumprimento de pena.


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